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Sexy Killer: Como Matar de Salto Alto

por Camila Jardim, 17 de set. de 2010

Achei este filme por acaso e imediatamente se tornou um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Sexy Killer é um prato cheio para fãs de Terror e Comédia, em uma mistura inusitada de diversos subgêneros do mundo fantásticos que juntos se tornam infalíveis.

Em uma faculdade renomada, corpos começam a aparecer e ninguém poderia imaginar que a responsável por isso é Bárbara. A garota cursa medicina e é louca por moda, mas a aparência dela esconde uma serial killer impiedosa e criativa.

O roteirista Paco Cabezas escreveu uma obra genial, onde faz diversas referências aos grandes filmes de terror como os clássicos: A Morte do Demônio, Fome Animal e Re-Animator, e ainda diversas referências e citações sobre outros famosos filmes como: Titanic, Pânico e Sexta Feira 13. Toda a montagem e edição que passaram pelas mãos do meticuloso Miguel Martí, fazem deste um filme excelente. A atenção a todos os detalhes é impressionante, nada passa despercebido.

O elenco também não faz feio, e Macarena Gómez já se tornou uma de minhas heroínas, em uma interpretação magnífica, onde hora é uma boa moça e meio segundo depois incorpora uma assassina cruel.

O humor está presente durante todo o filme, e acho extremamente difícil qualquer um não dar gargalhadas altíssimas com os diálogos afiadíssimos e as faces caricatas de todos os personagens.

A história ganha peso quando Alex (Alejo Sauras) e Tomás (César Camino) entram na história. Dois amigos que preparam um projeto para sua tese, uma máquina que cura enxaqueca, que acaba se transformando em um ressuscitador dos mortos. Mas isto só acontece mesmo na parte final do filme. Tomás acaba se envolvendo com Bárbara, e os dois acabam se confundindo sobre a profissão e a intenção de cada um, o que gera situações completamente absurdas e hilárias.

Todas as mortes são incrivelmente criativas, a Sexy Killer usa todo tipo de arma para matar suas vítimas, e sempre as mata fazendo citações memoráveis. Para as mortes foram usadas, facas, armas, vassoura, um salto alto e um recipiente de água benta. O que faltou mesmo ao filme é sangue. Bárbara é muito criativa em suas mortas e não perdoa ninguém, mas tirando o começo onde ela corta a cabeça de um cara e põe na geladeira o gore é escasso. O sangue não jorra como muitos fãs do gore gostariam, mas cumpre seu papel de divertir ao extremo.

Sexy Killer é indicado a todos os fãs do gênero “Terrir” e pra quem quer morrer de rir. Apesar de ter um roteiro afiado o filme não se leva a sério em momento algum, é na verdade uma grande homenagem aos grandes clássicos. Diversão garantida para todos os gostos.

Nota:10/10

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Ela é Demais Pra Mim: Uma Comédia Romântica com Mais Áçucar

por Camila Jardim,

Entre tantas comédias românticas estreantes de 2010, uma certamente se destacou mais que as outras. Ela é Demais Pra Mim foge da mesmice com um tema diferente da já típica historinha do gênero, junto com um roteiro inteligente e elenco afiado.

Kirk é um guarda de aeroporto, fora de forma e com cara de otário, ele tem que agüentar a ex namorada visitando seus pais o tempo inteiro com seu novo namorado. A família e os amigos o lembram constantemente do quão idiota ele é e ajudam a fazer de sua vida um verdadeiro inferno. No meio de toda essa negação, Kirk conhece Molly, uma loira linda e bem sucedida, que depois de aceitar ter um encontro com o rapaz acaba se apaixonando por ele. Kirk, no entanto é inseguro e as pessoas que o cercam só pioram essa situação. Para piorar, a maluca da ex namorada fica com ciúmes e passa a querer Kirk de volta, tudo isso se encaminha para um festival de confusões.

Não é um roteiro genial, mas é um retrato exagerado do que acontece no “mundo real”. Quem não conhece alguém com estas características, ou melhor, quem nunca viu na rua um cara lindo com uma moça feia, ou uma mulher maravilhosa com um rapaz bizarro? Tenho certeza que todos já presenciaram isso. Agora me digam, quantos pensaram que “o amor é lindo” em vez de: “o cara/moça deve ter grana”?

Nos dias de hoje, é inevitável este tipo de pensamento, acredito que ninguém realmente pensa que os dois estão juntos porque realmente se amam, pois todas as demais alternativas sempre falam mais alto. A aparência é um fator essencial atualmente, o que faz o caráter ficar em segundo plano. O problema é que mais e mais as pessoas aceitam isso.

A abordagem do filme é esta, e é levada de forma satisfatória pelo diretor Jim Field Smith. Os roteiristas Sean Anders e John Morris fazem um bom trabalho no desenvolvimento da trama, pois o fato do rapaz não acreditar em sua sorte, porque assim como todos, foi levado a acreditar que tal coisa só acontece em filmes, é genial e triste.

Ouvi diversos elogios de meus amigos que assistiram bem antes de mim e fiquei muito ansiosa para assisti-lo. Mas como eu sempre costumo dizer: com grandes expectativas vêm grandes decepções. De forma alguma Ela é Demais Pra Mim é um filme ruim, longe disso, se destaca muito pelas peculiaridades, mas como esperava muito fiquei frustrada por não rir e nem me emocionar em momento algum. Comédias Românticas geralmente me causam um desses efeitos ou as vezes os dois. Mas não este filme.

Mesmo sem gargalhar me diverti muito. Jay Baruchel está ótimo como Kirk, idiota mas adorável. Alice Eve interpreta Molly e também faz um ótimo trabalho. A química entre os dois personagens é ótima, o que rende mais veracidade ao filme. A família de Kirk é extremamente excêntrica o que gera cenas bem divertidas e diálogos engraçados.

Enfim, Ela é Demais Pra Mim é o tipo de filme que passará diversas vezes na televisão, divertido, um pouco diferente, que apesar de se destacar no ano não tem muito de especial que marque história.

Nota: 7/10

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Os Mercenários: Elenco de Astros e Nada Mais

por Camila Jardim, 16 de set. de 2010

Vou logo confessando que não sou fã de filmes de ação, assisto alguns, mas evito ao máximo. Não é a violência que me incomoda, até porque filmes de terror são meus preferidos, e o que não falta é violência. Geralmente o que não me atrai são os protagonistas estereotipados que não morrem nunca, e os diálogos quase sempre pobres ou machistas ao extremo. Enfim, por mais que não me atraia, ainda assisto, e tento analisar sem ser afetada pelo meu gosto.

Os Mercenários não é a oitava maravilha do mundo, pelo contrário, poderia facilmente ser tachado como uma porcaria sem proporção se não fosse o elenco estrelado dos “heróis” e “fodões” de filmes antigos e considerados clássicos.

Eu imagino a sensação que os fãs desses caras sentiram ao ver a reunião de tantos astros em um mesmo filme, mas esse amor incondicional simplesmente deixa qualquer um cego, ainda mais aqueles que quando gostam simplesmente não analisam todo o resto. Fiquei até pensando em um filme que reunisse todos os assassinos e monstros mais famosos do cinema fantástico em uma luta para acabar com o mundo, eu provavelmente choraria, mas ainda creio que conseguiria separar o cú das calças. Até por que, você gostar não significa que é bom.

A estória como provavelmente já leram aqui duas vezes ou em dezenas de outros sites, mostra um grupo de Mercenários comandado por Sylvester Stallone -que também dirigiu o longa metragem- que aceita a missão de ir a uma ilha sul-americana chamada Vilena, localizada no Golfo do México, para matar um ditador local, o General Garza (David Zayas).

A trupe dos Mercenários ainda é formada pelo especialista em facas Lee Christmas (Jason Statham), o especialista em artes marciais Yin Yang (Jet Li), o especialista em armas Hale Ceasar (Terry Crews), o especialista em demolições Toll Road (Randy Couture) e o franco-atirador Gunnar Jensen (Dolph Lundgren). O último tem problemas com drogas e fica descontrolado atacando um dos companheiros e sendo expulso da gangue, jura vingança aos ex-companheiros.

Com esse roteiro fuleiro e diálogos beirando o ridículo, o que salva mesmo são as quase inexistentes cenas de ação ou de luta. Membros decepados por uma metralhadora animal ou uma faca super afiada, são sempre cenas extremamente bem vindas, ainda mais em uma fã de sangue como eu. Mas isso basta para segurar um filme até o final?

A maior qualidade de Os Mercenários além de ter todo um elenco de celebridades da ação, é a duração do mesmo. Ele não dura o suficiente para ser uma completa perda de tempo, assim garante uma boa diversão, mas nada mais. Única coisa épica nesse filme é a reunião dos astros, e só! Faltaram mais lutas, principalmente entre os próprios astros e principalmente faltou emoção.

Dá pra entender a euforia dos fãs desses caras, mas fechar os olhos pra todo o resto é absurdo. Assisti ao filme com meu pai e meu irmão, e o bom senso dos dois garantiu que eu não ficasse sozinha em minha “análise” meia boca do filme. Os dois gostaram bastante de toda a testosterona apresentada nos ídolos do passado, mas assim como eu não consideram este um filme fodasso, muito menos um que fique pra história.

Portando Os Mercenários nada mais é que um bando de cara com nome brincando de fazer filme. Eu sei que tem muitos filmes que não se levam a sério, e este é um grande exemplo, como diversão pode ser eficaz, mas como filme é uma grande porcaria.

Nota: 5/10

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Sempre Ao Seu Lado: Impossível Não Chorar

por Camila Jardim,

Filmes de animais não são meu forte, mas alguns me fazem rir ou me emocionam de tal maneira que é impossível ficar indiferente aos fofinhos animais. Sempre ao Seu Lado é um destes filmes que faz até o mais sangue de barata soluçar de tanto chorar, eu juro que achei que não ia conseguir parar de chorar nunca.

Baseado em um história real, Parker (Richard Gere) pega o trem todos os dias para ir ao trabalho, e em uma dessas idas e vindas encontra um filhote de cachorro da raça akita, ao qual da o nome de Hachiko. Sem encontrar o verdadeiro dono do animal, Parker se apaixona pelo cãozinho e cria um laço inquebrável. Quando Parker morre, o cachorro mostra toda sua lealdade até o fim da vida.

Só de escrever esta crítica me recordo de cenas do filme e meus olhos se enchem de água instantaneamente. É eu sou uma chorona compulsiva, e assim que o soluço começa é quase impossível parar a choradeira.

Sempre ao Seu lado estreou em 2009, com roteiro assinado por Stephen P. Lindsey e Kaneto Shindô que simplesmente pegaram esta incrível história e transformaram nesta magnífica obra. Mas por mais que seja tudo muito tocante, não teria o mesmo efeito sem as mãos do diretor Lasse Hallström, que anteriormente dirigiu Gilbert Grape, Querido John, Chocolate e outros diversos filmes conhecidos. Considero genial todo o ritmo do filme, que depois da morte de Parker, muda a função de protagonista para o cachorro, o que poderia ter sido um fiasco, mas não é.

Sim metade do filme é o cachorro sentado em um canteiro, o mesmo em que esperava seu dono voltar do trabalho todos os dias, o cão espera pra sempre. Nunca pensei em dizer isso, mas a interpretação do cachorro merece um Oscar. Não estou exagerando. Um animal nunca me fez chorar tanto quanto este “ator canino” fez, aliás, me fez chorar mais do que com muito ator foda com mil diálogos.

Toda esta trajetória do cachorro, que passa 10 anos esperando seu dono voltar, é incrivelmente tocante. O resto dos personagens só incrementa esse recheio de lágrimas e drama que acaba de forma triunfal, com um texto sobre a história do verdadeiro Hachiko.

O ritmo do filme é ditado pela vida do cão, que com o passar dos anos já não esta tão bonito e forte, mas continua firme em sua lealdade de esperar seu amigo voltar. As pessoas na praça onde o cachorro fica logo sentem compaixão e acabam por cuidando do animal. Assim Hachiko se torna um cão de todos e de ninguém.

Uma narrativa cativnte sobre uma história linda de amizade. Recomendo a todos aqueles que gostam de uma boa choradeira e que são apaixonados por cães. Sempre ao Seu Lado é um filme inesquecível sobre um ato apaixonante.

Nota: 10/10

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[REC]²: O Terror Continua

por Camila Jardim, 15 de set. de 2010

O problema de continuações de filmes elogiados e amados pelo público é que sempre trarão grandes expectativas e cobranças. Possivelmente não cconseguindo atingir o mesmo nível do primeiro, deixando os fãs frustrados. Com REC 2 aconteceu mais ou menos isso.

O filme se passa 15 minutos após o término do primeiro. Dessa vez um grupo da SWAT entra no prédio para escoltar um "Médico" que precisa recolher uma amostra de sangue da menina Medeiros para criar uma vacina, mas na verdade o cara é um padre do Vaticano.

Jaume Balaguero e Paco Plazo estão de volta e comandam esta sequência, tentando ao máximo manter o clima do seu antecessor. O problema é que os novos personagens são chatos, não convencem ou tem carisma algum, como em "Atividade Paranormal", eu queria mais é que eles morressem logo! O desenvolvimento da trama não convenceu a maioria dos espectadores, que desde o final do primeiro filme já temiam que a mudança do tema central poderia estragar todo o clima que se conseguiu com REC.

Naturalmente cheio de sangue e mortes, a película se desenvolve em 3 situações distintas até a metade. Em certa altura descobrimos definitivamente o que já se esperava com o final do primeiro REC, os zumbis são na verdade pessoas possuídas por uma entidade malígna.

O "primeiro momento" é do grupo da SWAT com a câmera colhendo as amostras de sangue. Tem luta, tem infectados, tem mortes, muito sangue, e as cenas onde o policial liga a câmera que acredito ser da arma ou do capacete são espetaculares. É como em Resident Evil -o jogo-,tudo escuro, só se vê a arma e um pequeno rastro de luz pela lanterninha. Bem tenso. Algumas cenas na cobertura com as crianças doentes são o ápice dessa primeira parte.

O "Segundo" momento, creio que seja a chegada dos adolescentes curiosos, que entram no prédio a procura de uma boa história. Isso ficou meio vago, como se fosse simplesmente mais gente pra morrer. Não reclamo, até porque os atores são tão irritantes que dá vontade de entrar na tela e empurrar eles para os infectados.

O "Terceiro" e melhor momento é quando chega uma surpresa! Alguém inesperado aparece e faz com que você fique de queixo caído. Depois disso é paulera, mais brigas, mais sangue, respostas, medo, e uma mudança radical na história de REC.
Fazendo um resumão, o filme é bom, tem sangue, mortes, demônios/zumbis, gente chata morrendo, surpresas, respostas e reviravoltas. Realmente é uma continuação, tem os mesmos infectados, e tráz de volta alguns personagens do primeiro filme. Isso eu achei bem legal. Mas não tem o mesmo efeito do primeiro, que para mim é uma obra de arte.

Infelizmente o REC 2 passa longe de ser uma obra prima moderna como o seu antecessor foi, mas ainda é um bom filme se você gostar da mudança radical da trama e se considerar as bombas que vem sendo lançadas hoje em dia. Particularmente a mudança de zumbi para demônios não afetou minha maneira de enxergar o filme, pelo contrário, achei até interessante. essa jogada. Enfim, por mais que não seja grande como o primeiro, REC 2 ainda garante muitas cenas de medo e tensão, e ainda promete uma continuação. Minha aposta é que REC 3 será incrível, mas só vendo pra crer.

Nota: 7,5/10

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Encontro Explosivo: Outra Tentativa que Falha

por Camila Jardim, 13 de set. de 2010

A comédia romântica é um gênero super curioso, pois tem uma receita infalível: elenco estrelado, trama idiota e final feliz. Poucas fogem deste roteiro, alterando a trama o mínimo possível para render alguma grana nos cinemas. O mais hilário acontece quando alguém ousa um pouquinho adicionando ação, efeitos especiais e um ritmo mais corrido, e na mesma semana estréia outro filme quase no mesmo formato. É pra rir né?

Não estou dizendo que Par Perfeito (Killers) copiou a receita cafona de Encontro Explosivo, e muito menos o contrário. Apesar de ambos terem este elemento (ação) em comum que é pouco utilizado dentro do gênero, um casal lindo e famoso como protagonista, imagens paradisíacas e roteiro fraco, Encontro Explosivo ainda consegue ser mais eficiente na sua proposta, mesmo que esta seja incrivelmente absurda e idiota.

O ex-agente secreto Roy Miller (Tom Cruise) conhece June Havens (Cameron Diaz) em um aeroporto, onde os dois pegam o mesmo vôo. Dentro do avião Roy sofre preparava um golpe, e mata todos os outros agentes que estão no mesmo vôo enquanto June estava no banheiro. A partir daí, June, garota solitária que tinha uma vida sem emoção, embarca em uma aventura com este cara sedutor e passa por diversas situações absurdas.

Assisti a este filme no cinema, e confesso que pelo menos nos primeiros 30 minutos de filme eu e o cinema todo rimos bastante. O grande problema é que o roteiro de Patrick O'Neill além de bobo não se sustenta. O que acontece é uma queda livre em direção ao fracasso. O início te arranca risadas, mas conforme o tempo passa a vontade de chorar pelo dinheiro gasto é maior.

Esperava muito mais do diretor James Mangold que é responsável por pérolas do cinema como Identidade (2003) e Garota Interropida (1999), estes dois fazem parte dos meus filmes favoritos, e não entendi como James aceitou dirigir um filme deste. Mas ele ainda tem méritos, com cenas extremamente hilárias e uma fotografia boa. Os efeitos especiais são de morrer de rir, mas a atuação dos personagens é realmente boa, senti que estavam se divertindo muito ao filmar.

Realmente não tem o que falar de Encontro Explosivo, a não ser que vale um DVD com pipoca, mas não vale uma ida ao cinema. Cameron Diaz e Tom Cruise são o maior atrativo do filme, que começa bem mas se perde no caminho e termina como mais do mesmo, infelizmente, realmente esperava que fosse melhor.

Nota: 6/10

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A Estrada: Um Mundo Cinza

por Camila Jardim, 2 de set. de 2010

Baseado em um livro de mesmo nome, escrito por Cormac McCarthy, The Road é mais uma estória sobre o Apocalipse, e mais uma visão de um mundo devastado. Com essa avalanche de filmes pós apocalípticos, A Estrada consegue se diferenciar pela perspectiva que é vista, e o modo como a estória é contada, mas infelizmente não faz com que seja mais do que os outros tantos que tentaram.

Tenho certeza que o livro é melhor, como sempre acontece. Como não li, estou avaliando só o filme e não a história em si.

Dirigido por John Hillcoat, A Estrada conta com uma fotografia é sensacional, todo aquele cinza me lembrou Sweeney Todd de Tim Burton, o retrato do mundo devastado é bem diferente dos que eu já tinha visto, eu ainda não vi O Livro de Eli, só vi algumas partes, onde sei que também tem um cinza triste...mas voltando.

O mundo está morrendo, as árvores caindo, não existem mais colheitas, o canibalismo virou solução para os desesperados, no meio disso, um pai tenta de todas as formas proteger seu filho, este sim, um bundão!

Fala sério? Para um garoto que nasceu com o mundo já do jeito que está, ele é bem retardado. Tudo bem que ele representa a parte que ainda é boa naquele mundão cinza, com seus atos de bondade, o coração puro, um anjo realmente, mas é revoltante a chatice do garoto.

Viggo Mortensen está irreconhecível debaixo de tanto pêlo e sujeira. Demorei um pouco pra me tocar que era ele. Seu papel é carregado de uma tensão e uma dor arrasadora. Seu olhar transmitia todo o horror daquele mundo. Segurou o filme, mesmo sendo muito tedioso algumas vezes. Vislumbramos em flashbacks a participação de Charlize Theron.

O filme é muito arrastado, o garoto é insuportável, o roteiro é bom, mas chato demais em grande parte. Algumas situações são bem tensas, como quando entram em uma casa de canibais. Mas apesar de tudo que tem de bom, não me convenceu, fiquei entediada muitas vezes, e acho que podia ter durado menos. Mas vale a pena ser visto, por toda a devoção do pai com seu filho.

Nota: 6,5/10

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Par Perfeito: Tão Bom Quanto Um Chute Na Canela

por Camila Jardim, 27 de ago. de 2010

Comédias Românticas são filmes divertidos, leves, sem pretensões, geralmente cheios de clichês e um final feliz. O elemento comum entre todas é que ao final da sessão o telespectador sai leve do cinema com a certeza de que não viu nenhuma obra prima, mas que se divertiu. Quando um filme deste gênero não consegue passar nada disso, é sinal de que a coisa foi feia. Par Perfeito se encaixa nessa categoria, uma total perda de tempo e dinheiro.

Jen (Katherine Heigl) termina com o namorado na véspera de uma viagem com os pais, o que a faz ir a Europa, sozinha, com eles. Logo no primeiro dia ela encontra com Spencer (Ashton Kutcher), um bonitão misterioso que mexe com a cabeça e o coração da protagonista. Enquanto o amor vai crescendo, Jen não tem a mínima idéia de que Spencer é na verdade um assassino professional contratado pelo governo.

O bonzinho assassino já está cansado dessa vida de matança e quando se vê apaixonado por Jen, logo, larga a carreira, contra a vontade do governo, e vai viver uma vida pacata nos característicos subúrbios nos EUA. Alguns anos depois , Jen e Spencer seguem vivendo o "american dream", até o dia em que o orgão para qual Spencer trabalhava decide que ele deve ser morto e para isso oferece uma recompensa milionária. Assim, Jen e Spencer, são obrigados a fugir pra sobreviver, quando descobrem que seus vizinhos e amigos não são quem aparentam ser, e estes farão de tudo para receber essa recompensa.

Apenas duas coisas salvam este filme do fracasso total: um par de cenas de ação que rende umas risadinhas amarelas e a química entre Katherine e Ashton é ótima, mas só isso não sustenta um filme até o final.

Tudo no filme passa rápido demais, o elenco é enorme e quase nenhum ator é usado mais que duas cenas. A mãe de Jen interpretado por Catherine O'Hara não abre a boca o filme inteiro, em todas as cenas ela aparece com um copo de cachaça na mão, figuração total.

Ashton não convence como assassino e Katherine se sai um pouco melhor em seu papel. O que realmente gera um sorriso amarelo é só a supresa de descobrir quais amigos são assassinos também, já que todos são amigos a mais de três anos.

Dirigido por Robert Luketic (Legalmente Loira, A Verdade Nua e Crua, 21) e escrito por Bob DeRosa a trama é fraquíssima e o roteiro é pobre. A fotografia é limpa e mostra paisagens maravilhosas. Aliado a falta de história, o ritmo é ridículo. E tirando a seqüencia final com uma breve perseguição o filme todo é pura chatice.

A trama podia ter sido mais bem aproveitada, até porque o elenco era muito bom, mas acaba tudo sendo muito previsível e bobo. Sinceramente, Par Perfeito (???) não é apenas mais uma comédia romântica, até porque nas típicas comédias você pelo menos se diverte. Este flme consegue se destacar por ser pior que “qualquer uma”, é o tipo de filme que eu não recomendo pra ninguém.

Nota: 3/10

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A Trilha: Mais do Mesmo!

por Camila Jardim, 26 de ago. de 2010

Sabe aquele tipo de filme de terror que tem tudo pra dar errado, mas pelo meio do caminho, você muda de ideia e acha que vai dar super certo, e então no final comprova-se que o que você desconfiava no início aconteceu de fato? A Trilha consegue ser assim.

Cydney (Milla Jovovich) e Cliff (Steve Zahn) formam um casal de aventureiros, que para comemorar sua lua de mel, vão para o Havaí, onde programam algumas trilhas pelas ilhas paradisíacas. No meio do caminho são informados de que alguns assassinatos estão acontecendo na ilha, e que os prováveis assassinos formam um casal. Pela trilha encontram com dois casais, um mais suspeito que o outro. Longe de tudo, eles tem que ser cautelosos em quem confiar, e logo, a aventura se transforma em uma luta pela sobrevivência.

Com direção e roteiro assinado por David Twohy (Eclipse Mortal, A Batalha de Riddick e Waterworld), o filme de 2009 ainda conta com uma super fotografia facilitada pela beleza das ilhas Havaianas aliada a bela montagem e edição. O elenco é muito bom, com nomes de peso e grandes atuações. A química dos casais é ótima. O que dita o ritmo é a personalidade de cada personagem, criando as situações ao longo do filme.

Dois terços do filme são bem fluídos, diálogos interessantes, cenas muito boas, um suspense gostoso que gera uma curiosidade gritante de saber logo a conclusão. A grande frustração fica na terceira parte do longa, onde os fatos são explicados, e uma reviravolta acontece, o que podia ser uma jogada muito boa. O problema na realidade é toda a fuga, briga e morte final que faz com que todos que estavam achando o filme ótimo, levem um soco no estômago. Um final feliz que não deveria estar nos planos do diretor, e que acaba com todo o charme e clima que tinha sido criado.

Um filme inteligente, com um elenco digno de aplausos, fotografia magnífica e paisagens paradisíacas. Apesar de surpreender em partes, o final acaba caindo na armadilha Hollywoodiana do "Felizes para Sempre", decepcionando grande parte dos que assistiam. Podia ter sido muito mais do que foi, mas acabou se tornando mais do mesmo, infelizmente.

Nota: 6/10

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Uma Noite de Amor e Música: Leve e Divertido

por Camila Jardim, 23 de ago. de 2010

Quando a trilha sonora e um chiclete se tornam protagonistas de um filme, já é mais que uma deixa para assisti-lo. Um filme independente com cara de pop, que pode fazer pessoas caírem de amor por ele, ou não, vai tudo depender do ponto de vista.

Nick (Michael Cera) é um bobão, que tem uma ex- namorada que o trata como cachorrinho. Como tem esperanças de voltar com ela, sempre está fazendo o que ela pede. Um verdadeiro babaca, mas nada fictício quem não conhece alguém assim? Tris (Alexis Dziena) resolve levar seu novo “namorado” no show da banda de Nick, onde Norah (Kat Dennings) também está com uma amiga em comum Caroline (Ari Graynor), a bêbada da turma, que sempre rende ótimas risadas.

Quando Tris resolve encher o saco de Norah, esta beija Nick sem saber quem ele é na verdade, só pra dizer que tem namorado. Depois disso eles e a banda saem em uma aventura pela maravilhosa e ensandecida noite de Nova York, onde alguém se perde, descobrem pistas de um show de rock, e o amor começa a brotar.

Dirigido pelo estreante Peter Sollett e adaptação do romance escrito por Rachel Cohn e David Levithan, Uma Noite de Amor e Música tem uma trilha sonora de dar inveja, uma montagem deliciosa que condiz e dá ritmo á grande aventura da noite dos jovens. Sem grandes atrativos para se tornar um filme pop, acaba sendo alternativo.

O longa procura proporcionar uma noite de divertimento e confusões que no máximo vai melhorar sua playlist. O elenco como já mencionado, tem muitas carinhas jovens conhecidas e muito talento começando a brotar.

Sem reviravoltas, o filme segue morno, porém nunca perde o charme e mantém um ritmo agradável, o humor é básico e natural, com clichês e uma ou outra passagem chata, mas no geral do grande quadro é um filme divertido, leve, que proporciona uma viagem deliciosa.

Com cenas divertidíssimas, e um chiclete que participa de todos os tipos de situações e garante boas risadas. Passando do nojento ao abominável. O filme é sutil e apaixonante, com um leve toque de comédia e embalado por sons incríveis. Vale a pena ser visto principalmente acompanhado, ou pelos românticos incorrigíveis.

Nota: 8/10

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Abismo do Medo 2: Eles estão de volta...e elas também.

por Camila Jardim, 21 de ago. de 2010

Quem gosta e acompanha filmes de terror, já faz um tempo que percebe que as verdadeiras obras primas vem da Europa, é os EUA perderam lugar porque só faziam clichês, sempre as mesmas histórias e remakes. A criatividade acabou.

Com essa saga de filmes também não é diferente. Abismo do Medo é um filme inglês, que conta a saga de cinco amigas que resolvem explorar uma caverna e ficam presas, tendo que enfrentar os habitantes famintos e ferozes que lá vivem. Essa parte 1 assisti no cinema e sai de lá de boca aberta, ali foi criado um outro nível de filmes que tem como tema CAVERNAS, porque sim, existem muitos, mas nenhum tem o efeito que Abismo do Medo tem, o impacto, as cenas de tirar o fôlego, a realidade das lutas, das mortes, e até das criaturas que habitam a escuridão.

Quando você pensa em cinco garotas presas em uma caverna escura, você imagina gritos, choros e claro, mortes fáceis, mas é ai que tá a jogada, as meninas são guerreiras, destaque pra Juno e pra Sarah que batem mais que muito homem, destroem muitas das criaturas, correm, escalam, passam por lugares apertados, pulam de penhascos, e brigam entre si por ciúme de marido, é tenso. No final de Abismo do Medo, Sarah machuca Juno pra poder escapar de lá, o final achei meio tosco, mas por todo o conjunto do filme, é apenas um detalhe.

Neil Marshall foi genial na primeira parte, tornando a escuridão quase que total sua aliada, munidas apenas de lanternas, as meninas tinham que se virar, em correr na escuridão, e passar por buracos, nadar, e lutar. Quem não viu pode imaginar. Os monstros sempre aparecem do nada, no escuro, sempre dá susto, não adianta. Pra resumir o The Descent, eu achei genial, Terror de primeira qualidade.

Agora em Abismo do Medo 2, Jon Harris assume a direção, e mantém ou tenta manter, a mesma atmosfera do primeiro. Sarah está de volta, e sem lembrar nada é obrigada a voltar pra caverna, para que um policial descubra o que realmente aconteceu com suas amigas.

O desenrolar desta primeira parte é extremamente sem sentido, o filme realmente comça quando Sarah finalmente recupera a memória voltando a ser a garota guerreira do primeiro filme. O grupo de pessoas que descem com ela, sofre com a escuridão, desabamentos, e claro, as criaturas. O policial que estava com Sarah é um pé no saco, e a maior parte do elenco sofre da falta de carisma.

O filme realmente perde um pouco do encanto do primeiro, a vontade que você tinha das meninas vencerem e conseguirem sair de lá, não aparece nesse, você quer mais é que todo mundo morra devorado. A grande sacada foi a volta de Juno, que junto com Sarah proporcionam maravilhosas cenas de sobrevivência.

Abismo do Medo 2 explica ganchos da primeira parte e tem surpresas agradáveis, os sustos já não funcionam todas as vezes, mas ainda te pega desprevenido em algumas cenas. Atuações medianas e roteiro não tão bom quanto o primeiro, a fotografia é boa, na penumbra fica difícil mesmo. Eu gostei muito, e há pessoas que digam que é tão bom quanto o primeiro. Apesar de não ter ficado tão tensa, concordo em partes, creio que mantém um nível equivalente, mas não é uma obra prima moderna.

Nota: 8,5/10

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A Centopéia Humana: Uma Idéia Cretina...

por Camila Jardim, 20 de ago. de 2010

Assisti com as piores e as melhores expectativas possíveis. Uma idéia dessa só poderia dar muito certo ou muito errado. Foi o que eu pensei, mas depois de assistir a toda essa bizarrice, tive uma conclusão diferente do que imaginava. Apesar da idéia original e de cumprir o que propõe, “A Centopéia Humana” não consegue se livrar dos clichês e do horror burro.

Começa com o médico procurando sua primeira vítima: um caminhoneiro que para na beira da estrada para fazer suas necessidades. O coitado nem podia imaginar o que viria. Depois temos a apresentação das duas amigas, que estão de férias no país, e procurando uma balada pra curtir a noite. O que acontece é o pior cenário possível: o pneu do carro fura no meio de uma estrada escura e deserta, e claro sem sinal de celular. Um tarado ainda para ao lado delas e me faz rir muito com a barreira do idioma. Elas pedindo ajuda e ele falando pornografia. Há!

Depois que ele vai embora, a melhor solução que elas encontram, é entrar no meio da floresta de salto alto e uma lanterna na mão - é óbvio! Como de praxe uma chuva deliciosa desaba e elas se perdem – juro. Dão mais umas voltas, até que acham a casa do tal doutor. O mesmo já havia sido apresentado como um médico especializado em irmãos siameses e que se enoja com a raça humana. Quando ele finalmente junta o trio (as irmãs e um japinha) o terror começa, ou melhor, a nojeira.

A primeira metade do filme é de enrolação total. O ápice da história é a centopéia, então praticamente tudo que acontece antes é uma sequência de embromação. O que proporciona o tempo que o filme precisa para não ficar tão curto e não entregar logo de bandeja a obra de arte que é a centopéia.

Tom Six, idealizador dessa doentia idéia, também é o roteirista, produtor e diretor. O ator Dieter Laser como Dr.Heiter, já é considerado por muitos, um dos melhores vilões do cinema. Eu não concordo.

Dr. Heiter mostra o tempo todo o desprezo que tem pelas pessoas, quase não consegue disfarçar antes de seqüestrar as garotas. É o tipo de pessoa que qualquer um manteria distância e não confiaria. Pelo menos alguém minimamente inteligente. Ele tem uma cara de vilão óbvia. E eu prefiro aqueles com cara de anjo. Mas ai vai de gosto mesmo.

Finalmente a operação acontece, e eu pela primeira vez em alguns anos fico CHO-CA-DA! Mas que idéia cretina que esse cara teve pra fazer esse filme. E que papel cretino essas atrizes e atores se propuseram a fazer. Parabéns para todos! Mesmo sendo tudo falso, só de imaginar a sensação de estar ali naquele jeito, é sufocante. Tudo o que se passa depois, é muita humilhação e cenas totalmente bizarras e nojentas.

O filme não tem nada de gore, totalmente o contrário que eu havia imaginado. É totalmente sutil e mais psicológico do que eu imaginei. Tem um festival de clichês absurdos, com cenas dignas de “Os Trapalhões”. Mas uma idéia original dessa mesmo com tudo de ruim, tende a ser bom.

“A Centopéia Humana” consegue passar todo tido de sensação aos que assistem e nem todos conseguirão se manter firmes até o final, mas quem conseguir, testemunhará um filme diferente e ousado, mas que peca em muita coisa. O tipo de filme que ficará pra sempre na sua cabeça. Assistam por sua conta e risco.


Nota: 6/10

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Plano B: Divertido e Nada Mais

por Camila Jardim, 19 de ago. de 2010

Um filme que tem como protagonista Jennifer Lopez já deixa um mal estar na maioria dos cinéfilos, pois geralmente ela é sinônimo de filmes ruins, ou no mínimo de péssimas atuações. Plano B tem uma estória boba e sem conteúdo, mas parece ser minimamente interessante e ter uma idéia engraçada no contexto. Apesar de a premissa ser péssima o filme não é dos piores, na verdade é bom em grande parte.

Zoe quer ser mãe, mas cansou de tentar achar o cara perfeito pra ser o pai, decide se virar sozinha. Marca a consulta e faz um inseminação artificial, ao sair do consultório feliz da vida por dar um passo importante em sua vida, conhece o charmoso Stan (Alex O'Loughlin), em uma cena onde os dois brigam por um taxi. Após isso acabam se encontrando outras vezes surgindo uma paixão e logo consolidando em amor. Mas tudo fica completamente confuso quando Zoe constata que realmente está grávida e o filho não é dele.

Dirigido por Alan Poul (Sabor da Paixão) e escrito por Kate Angelo, possui mais marketing do que qualidades, mas consegue ter uma bela montagem, onde o ritmo é ditado pelo crescimento da barriga de Zoe. A trilha sonora é bem escolhida e soma muito na trama. O elenco apesar da péssima premissa, impressiona,. A amiga de Zoe interpretada por Michaela Watkins rende boas risadas o filme inteiro. Temos caras conhecidas como Melissa McCarthy (Gilmore Girls e Samantha Who?) engraçadíssima no papel da conselheira do grupo de mães solteiras.

O grupo é bem peculiar e engraçado, em uma cena que uma das mães da a luz em uma banheira é pra ficar sem fôlego de rir. Alex O'Loughlin segura bem as pontas como Stan, o solteirão que resolve assumir o filho da namorada. Falando nela, J- Lo não está tão ruim como geralmente, consegue interpretar bem seu papel.

Uma comédia romântica tem sempre a mesma receita, é quase inevitável, algumas conseguem diferenciar em certos pontos, mas 99% delas começam e terminam do mesmo jeito. Mas a verdade é que elas têm sempre o mesmo propósito, divertir sem pretensão de ser mais do que é, e 98% deles conseguem esse resultado, os outros 2% são aquelas raras que conseguem te emocionar muito ou te fazer rir absurdos.

Plano B tem um punhado de cenas que se encaixaria no grupo raro, o problema é que o resto dele não. Com muita passagem chatinha e desnecessária o filme segue em altos e baixos, mas definitivamente é uma boa comédia romântica.

Com muito romance, uma dose de comédia pra rir alto, clichês, trilha sonora compatível e um final interessante, Plano B consegue fazer o que propõe, proporcionando uma boa diversão e nada mais.

Nota: 7/10

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Na Natureza Selvagem: A verdadeira Liberdade...

por Camila Jardim,

Comecei a ver esse filme sem nenhuma perspectiva, nem expectativas, não havia lido a sinopse e muito menos sabia que era baseado em uma história real, não sabia que tinha direção de Sean Penn e Emile Hirsch como protagonista. No máximo percebi que praticamente todos que viram gostaram, e pra meu deleite também se tornou imediantamente um dos meus filmes favoritos!

Assim que entendi a história que "Na Natureza Selvagem" abordava, lembrei imediatamente de dois amigos que conheci na Ilha do Mel, no ano passado, quando eu e duas amigas fomos viajar na loucura, sem saber bem como chegar, como era o lugar, e o que iriamos encontrar.

Nessa Ilha passamos três dias de aventura, onde conhecemos esses dois garotos, que assim como Christopher queriam se conectar mais com a natureza, com seu lado "selvagem". Ouviamos atentamente suas histórias e filosofias, e ficamos encantadas com a coragem de largar tudo -casa,emprego,amigos- e ir morar naquela ilha, onde despunham de uma "casinha na árvore", duas pranchas, e muita criatividade. Como eles mesmos diziam: "Queremos viver de luz."

Alguns podem pensar que isso é papo de louco, mas pelo contrário, dois caras inteligentes, com formação universitária, dinheiro, além de bonitos. Mas o que eles queriam mesmo, era se desapegar do materialismo e viver intensamente o que a natureza pode proporcionar. Uma vida simples, porém feliz e cheia de aventuras.

Mas é óbvio que não eram como Christopher num todo, mas sim, na essência. Nada tão radical quanto Chris fez, aliás, eles tinham ótimas idéias de como ganhar uma grana pra se manter lá, e ainda vão, vez ou outra, visitar amigos e familiares. Mas isso já é outra história.

Emile Hirsch é um grande ator, considero um dos melhores de sua geração. Uma atuação esplêndia como Chris/Alex, onde teve que perder 18 kg pra fazer o personagem. Considero seu melhor papel no cinema, brilhante.

Chris abandona tudo e doa toda sua poupança para a caridade, saindo sem destino pelo mundo. O filme então se divide em cinco capítulos: 1-Aniversário, 2-Adolescência, 3-Virilidade, 4-Família, 5-Obtenção da Sabedoria. Em cada uma dessas partes, Chris passa por diversas situações, vive aventuras incríveis, conhece pessoas e faz verdadeiras amizades, e finalmente se torna Alexander Supertramp.

A fotografia é extraordinária, transmite toda a liberdade sentida pelo personagem e explora bem todas as locações. A trilha sonora é de uma maestria sem tamanho, composta pela genialidade de Eddie Vedder (Pearl Jam). Garantiu a profundidade perfeita que o filme necessitava. Brilhante também é Sean Penn como diretor. Tecnicamente não vi nada que pudesse criticar.

Na Natureza Selvagem é uma adaptação de um livro, que na verdade era o diário de anotações de Chris. Esta história, pelo que li por aí, divide opiniões no mundo todo. Enquanto alguns o veneram como herói, por se livrar das amarras da sociedade e se jogar no mundo sem um tostão no bolso, muitos o acham estúpido e dizem que foi apenas um garoto rebelde e egoísta.

Eu preciso dizer que me identifiquei de imediato com Chris. Não que eu seja muito parecida com ele. Pelo contrário, Chris é o que eu e muitos gostaríamos de ser. Livre. De todas as maneiras possíveis. Seu amor pelo livros e a incapacidade em fazer o mal., são características marcantes desse cara. Não acho que ele foi rebelde, ele simplesmente não pertencia aquele lugar e precisou dessa jornada para descobrir.

Quem é que não sente vontade de largar tudo? Se sentir livre. Livre te toda essa pressão, das regras impostas pela sociedade, de dizerem como você tem que viver sua vida, de bens materiais significarem mais que caráter. É óbvio que ele quis fugir de tudo, eu também fugiria. Mas tem que ter coragem, força de vontade e claro, um pouco de loucura também. Queimar dinheiro e sair pelo país sem destino não é pra qualquer um.

No final da sua jornada, na sua última aventura que é ir para o Alaska, é mágica e sofrida. Posso dizer que senti todo o tipo de emoção nessa parte do filme. O ônibus que ele encontra na floresta, apelidado de "The Magic Bus", onde viveu por 4 meses, é hoje um ponto turístico de aventureiros. Eu confesso que adoraria tirar uma foto lá.

“Na Natureza Selvagem” é a história de um homem de 22 anos e sua eterna busca, de um lugar e de si mesmo.Largando tudo que lhe era imposto, e fugindo para ser livre. Conhecendo todo um mundo novo, trilhando caminhos e fazendo história. Ao final da caminhada a constatação de que:


"A felicidade só existe quando é compartilhada."

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A Hora do Pesadelo: Outro vilão avacalhado!

por Camila Jardim,

Quem é que não ficava com medo de dormir depois de assistir “A Hora do Pesadelo” pela primeira vez? Ou ficava com medo de desligar a tv e ela continuar ligada, como acontece no terceiro filme? Ou ainda pior, tinha medo de qualquer flamenguista cara com a camiseta listrada? Passei por tudo isso quando eu ainda via filmes de terror escondida, de madrugada, aos 7 anos de idade.

Desde de criança, sempre gostei de um bom filme de terror, e os filmes da época sem os efeitos especiais de hoje, eram bem mais competentes no seu trabalho de assustar. Por isso, antes de mais nada, meus pêsames pra quem gostou do filme sem ter visto os originais. E os que viram e gostaram, eu nem sei o que dizer.

Após o terceiro filme da saga, fica uma coisa mais bagaceira. Partindo do terror pro terrir. Mas isso nunca importou pra mim, até porque, tenho uma queda pelo Freddy. Aquele flamenguista safado, com sarcasmo explodindo por todos os poros virou meu ídolo, junto com o Robert e Wes Craven (The Hills Have e Pânico).

Freddy sempre foi um personagem diferente, no meio daquela onda de slashers. Enquando Michael Myers, Jason e Leather Face distinguiam- se pelas máscaras e armas usadas (não querendo tirar o mérito de nenhum, sou fã de todos), mas sempre achei que o Freddy tinha algo mais. Mesmo a saga de filmes perdendo o rumo, o Krueger nunca decepcionava. Até porque um serial Killer que mata nos sonhos é motivo de medo certo.

Desde o ínício, quando um remake ainda era boato, creio que todos os fãs já imaginaram que alguma bomba estava por vir, ainda mais sem Wes e sem Robert. COMO ASSIM UM FREDDY SEM ROBERT?

Michael Bay produtor do filme, cismou em fazer remakes meia boca dos clássicos do horror, como o Sexta-feira 13. Aliás, porque chama remake se mudam um monte de coisa? Pra mim remake é Quarentena, a versão de Rec, que simplesmente refilmaram, para que os americanos arrogantes não precisassem ler as legendas. Seria menos pior se fizessem um “A Hora do Pesadelo 8”, assim pelo menos eliminariam algumas comparações. Mas fazer o que né? A Merda já foi feita!

“A Hora do Pesadelo de 2010” é um filme meia boca, que aposta nos efeitos especiais, deixando de lado todo o resto. Tem mais furos no roteiro do que queijo suiço. O elenco é simplesmente deprimente.


A nova Nancy é coisa mais sem graça do mundo, a menina é apática e destestável. Katie Cassidy (Harper Island e Melrose Place) era minha esperança de uma boa atuação, mas colocam ela em papel ruim, onde ela não dura nem metade do filme. Acabou indo pro mesmo caminho dos companheiros de elenco.Thomas Dekker (The Terminator) sempre foi péssimo, mas está ainda pior no filme.

Agora o Freddy, que Robert sustentou por tantos anos, criando uma legião de fãs dele e do personagem, é hoje interpretado por Jackie Earle Haley (Watchman). Não importa se ele é bom ou ruim, eu realmente não consegui assistir Watchman sem dormir, mas ele simplesmente NÃO É O FREDDY! E sua maquiagem de cobra humana não ajudou em nada, assim como a voz bizarra. Não convenceu. O personagem marcou pelo seu andar característico, a risada maligna e sarcástica, os palavrões, as piadas pornográficas, isso só o Robert sabe fazer.

A falta de suspense nos sonhos é absurda. Eles dormem o tempo todo, e cena rapidamente muda, tornando óbvio que é um sonho. Nos originais nós e os personagens demoravam certo tempo para perceber que era um sonho. Esse remake não proporciona nenhuma surpresa quando o Freddy aparece.

Tentaram encaixar o Freddy e a história de “A Hora do Pesadelo” nos tempos de hoje. Alteraram detalhes importantíssimos da trama original, como o fato do Freddy ser um serail Killer e não somente um pedófilo. E não tem como humanizar um personagem que mata nos sonhos e tem pacto com o demônio.Ele era um assassino e não somente um velho sem vergonha.

A maquiagem do Freddy é um detalhe a parte. O original da década de 80 é muito mais real e assustadora do que essa pele de cobra do século 21. Mais uma vez apostando na “coisa mais real”, quiseram colocar o mais próximo de uma vítima real de queimadura, mais uma vez, não deu certo.

"A Hora do Pesadelo" 2010, é mais uma porcaria hollywoodiana,que tenta e consegue avacalhar com mais um clássico do gênero.Todos os sustos são óbvios, tirando uma cena ou duas, uma piada ou duas, o filme peca em quase tudo. Um elenco muito mal selecionado com péssimas atuações dos mesmos. Nem a música sinistra do Freddy tem o mesmo efeito nesse filme. Enquanto lotarem as salas de cinema pra ver esse tipo de filme, os remakes continuarão.

Só uma coisa a acrescentar: FREDDY IT´S TRULY DEAD!

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Garotas Selvagens 4: Outra continuação desnecessária...

por Camila Jardim, 18 de ago. de 2010

Tenho que ressaltar que poucos filmes conseguem manter um bom ritmo e uma história interessante por mais de três filmes. Por isso trilogia é a pedida certa, mas a gana por dinheiro ou apelo dos fãs faz com que alguns filmes que bastariam sendo trilogias ganhem diversas continuações desnecessárias. Garotas Selvagens é mais um caso, ou não, pois nesse o primeiro bastava.

Com o mesmo princípio dos três últimos da franquia, temos um garoto rico e rebelde, com um pai rico que ele odeia, temos a namorada malvada, a amiga puxa saco, e a pobrezinha bonitona, e claro um policial espertalhão. Carson (Ashley Parker Angel) é o garoto rico que é acusado de estupro, onde como sempre é um golpe, e pessoas que “ninguém” imagina estão juntas em um plano pra ganhar uma bolada em dinheiro. Nesse tipo de filme o quanto menos eu falar sobre, “menos pior” será a experiência.

Com o mesmo diretor do segundo e do terceiro da franquia, Andy Hurst mantém a qualidade dos mesmos, ou seja, é fraco. Todos com a exata receita do primeiro, como Premonição, onde você sempre sabe o final. A diferença é que nesse ainda tem a surpresa pra muitos de quem realmente é o mentor do plano maior. A edição é boa, fotografia sempre é bonita, pois com um elenco lindo e paisagens luxuosas é o mínimo que conseguiria.

O elenco no geral é desconhecido ou debutante. Tudo muito forçado e nada convincente. As cenas de sexo são tão falsas como nota de 3 reais. Um ou outro personagem consegue passar, mas a grande parte não tem carisma, apenas corpos bonitos e falas de robô. Tecnicamente o pior filme da franquia.

Se parar pra analisar bem o que são os dois últimos filmes, podemos perceber que além do suspense de botequim, que dá certo ou não, os filmes não são pra ser levados a sério, pelo contrário, é um longa que mostra a vida dos ricos, e sua gana por dinheiro, enquanto isso explora toda a beleza do elenco e das instalações, completando com cenas de sexo exageradas e na maioria delas desnecessárias. São como carimbos do primeiro filme, que tem que ser seguidos á risca, não proporcionando praticamente nenhuma surpresa e nenhum suspense.

Garotas Selvagens 4 é o tipo de filme que não tem nada pra acrescentar, mas que continua aparecendo só pelo nome que carrega, pois assim como eu, provavelmente quem viu os outros três verá esse também mesmo já sabendo tudo que está por vir. Não de todo ruim, mas é extremamente descartável.

Nota: 3/10

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Weeds - 06x01 – Thwack

por Camila Jardim, 17 de ago. de 2010

O sexto ano começa com uma recapitulação da quinta temporada, ou pelo menos os momentos decisivos da mesma. Ao final do último capítulo víamos Shane acertar Pilar na cabeça com um taco de críquete, ou melhor, martelo - ahahahaha.

Pilar cai na piscina que se tinge imediatamente de vermelho enquanto Nancy fica sem qualquer reação. A cena é tão impactante que ela nem ao menos pisca, enquanto isso Shane divaga sobre a diferença entre martelos e tacos, e solta vez ou outra piadinhas sobre a defunta.

Nancy literalmente arrasta Shane da festa e o coloca na limusine onde Silas está esperando. O já não mais inocente Shane solta várias frases com trocadilhos infames sobre a morte de Pilar, o que deixa Silas curioso e Nancy ainda mais chocada. Ela bebe todo o estoque de vodka do carro de luxo claramente atordoada, pra mim é a melhor cena do episódio, as expressões da ex-traficante são hilárias.

Ao chegar em casa falando um espanhol pobre, Nancy pede que Lupita arrume as coisas do bebê Steve e as dela, pois precisam partir em 5 minutos pra nunca mais voltar. Esta cena também rende umas boas gargalhadas, Nancy enchendo os braços de mamadeiras e garrafas de vodka, é impagável.

Enquanto a mãe arruma as coisas do lado de dentro da casa, Silas cada vez mais curioso insiste para que Shane conte o que aconteceu na festa, este explica com toda a calma do mundo, ou até um pouco de entusiasmo o que ocorreu enquanto joga hockey de mesa:

“Matei Pilar com um martelo de críquete. Na piscina. Ela ia nos matar, então dei fim na vadia. Bem na cachola. Thwack! Splash! MORTA! Vai jogar? Essa foi direto. Você é horrível nesse jogo!”

Silas não acredita no que ouve e logo conclui que Shane é um psicopata. Uma cena carregada de humor negro, simplesmente perfeito. A mudança de Shane de garoto inocente e responsável para um assassino sem remorsos é assustadora.

Depois que Nancy junta todas suas bugigangas e guarda no carro, Silas vai entrar no banco de trás e se sucede outro grande diálogo:
Silas: Chega pra lá.
Shane: Passa por cima.
-Eu não vou sentar na pilha, chega pra lá.
-Eu já coloquei o cinto.
-Então tira e vai pro meio.
-Você não vai querer brigar comigo, sabia?
Nancy chega dando chutes e gritando: Vai pra lá AGORA!!!
Shane: Qual o lance entre você e tanta violência?
Nancy: Não vem com essa de “sou um assassino” nesse carro. Isso é inaceitável!
Lupita: Você é um assassino?
Shane: Eu não gosto de rótulos.

Enquanto isso na festa, três amigos bêbados brincam de pular do telhado e mergulhar na piscina, uma grande surpresa espera por eles de baixo da proteção da mesma. Nancy segue com os filhos para Ren Mar para pegar a chave da van com Andrew.

Andrew está sendo um covarde do lado de fora da casa, enquanto sua noiva Audra está sendo mantida refém por um cara que é apaixonado por ela. Nancy e o cunhado discutem, ela está impaciente e ele não cansa de falar sobre o quanto ele foi covarde.

Você bebeu?
Meu filho matou uma pessoa.
É justo.
Apesar de Nancy continuar hilária nessas cenas, a história fica um pouco arrastada. Audra e Gayle discutem no interior da casa, ela amarrada na cadeira e ele com um arco e flecha na mão. Uma luta engraçada se segue enquanto várias discussões paralelas acontecem.

Nancy avisa que vai fugir com os filhos e acaba por dizer que quer Andrew com eles. Audra termina com Andrew que embarca mais uma vez na aventura da “amada”. Na casa onde aconteceu a festa o mafioso assiste ao vídeo do homicídio, enquanto ameaça o cara que viu a fita.

A cena final é de uma intensidade absurda. Depois de Nancy jogar a arma do crime pela janela, ela ajusta o retrovisor e enquanto todos dormem Shane mantém os olhos abertos e estáticos. Nancy assim como todos o que assistem, sente um medo crescente de que, esta temporada vai ser de matar!

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Percy Jackson e os Olimpianos: A pior adaptação de todos os tempos

por Camila Jardim,

Antes de mais nada preciso frisar que quando um livro vira filme é inevitável não existir comparações. Sem contar que é quase impossível o filme transmitir tudo, ou pelo menos tentar retratar fielmente a estória e atmosfera que um livro contém. Por essas e outras, Percy Jackson pode ser facilmente considerada a pior adaptação literária para o cinema de todos os tempos.

No filme: Percy é um garoto disléxico, que estuda em uma escola pública e tem como amigo Grover, que na verdade não é quem aparente ser. A aventura começa quando ele descobre ser filho de Poseidon, o Deus dos Mares, e é atacado por sua professora, que na verdade é um monstro. Tudo começa a se explicar quando entra pro acampamento meio-sangue e conhece os demais personagens. Aprende sobre sua origem e então sai em uma missão com dois amigos para achar sua mãe, que está no submundo, e para entrar lá precisam encontrar três pérolas mágicas.

Essa estória é completamente diferente do livro, na verdade podia ter outro nome, no máximo se vê algumas leves semelhanças. De fato, não é só a estória nova que incomoda, mas a descaracterização de todos os personagens aliada á falta de suspense e carisma de todo o elenco. É lastimável.

Apesar de Chris Columbus ser um grande diretor e ter no currículo Harry Potter e diversos clássicos, e ainda possuir um enorme talento pra roteirista com clássicos como: Gremlins e Os Goonies; em Percy Jackson ele foi completamente infeliz. Visando o lucro, Hollywood se perde nos efeitos especiais e nas carinhas bonitas, esquecendo todo o resto.

Não que Percy Jackson seja uma grande estória, mas é uma grande aventura, que possui fãs no mundo todo, e merecia um pouco de respeito como todas as obras literárias adaptadas deveriam ter. Nenhuma cena dura o bastante para semear o carisma.

O elenco não consegue incorporar os personagens, mas isso até dá pra entender, considerando que todos mudaram totalmente. Annabeth no livro na faixa dos 12 ou 13 anos, é interpretada por uma atriz de 20 e poucos nas costas. A ausência de Cronos e Clarisse, personagens essenciais para a continuação do longa deixa claro a intenção de não continuar com a franquia, o que os fãs agradecem.

A fotografia é totalmente artificial, com uma trilha sonora moderna demais pro tema que trata. O filme também deixa muito a desejar na retratação de toda a estória do Olimpo e seus Deuses, tratados no livro com tanta naturalidade e modernidade, e no filme como fantasmas e demônios de fogo. Uma verdadeira decepção.

Meras coincidências colocam Percy em comparação com Harry Potter, principalmente nos livros não devem ser por acaso. Na verdade soa como elogio e homenagem, e não como cópia. Três amigos, o corajoso, o fiel e desajeitado e a amiga inteligente, um boné da invisibilidade, devoção ao professor, e tantas outras bobagens que só fazem soar melhor.

O bom do longa super produzido é ter um vislumbre do que seria algo que você leu retratado em vídeo, mesmo sendo uma decepção é sempre bom ver a transição das folhas pras telas. Infelizmente é mais um que deixa a desejar. O suspense morre logo no início, os personagens são quase todos detestáveis, diálogos pobres e uma estória pra criança que não sabe ler ainda.

Uma pena, nas mãos do roteirista certo ou de uma produtora melhor, o filme certamente seria incrível. Mas se você nem liga pra isso e está procurando entretenimento sem conteúdo pode assistir que garante umas boas risadas amarelas.

Nota: 4/10

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Uma Noite Fora de Série: Um desperdício de talentos...

por Camila Jardim,

Sempre com grandes expectativas vêm grandes decepções. O que acontece quando se junta dois dos maiores comediantes do momento? Bom, devia acontecer uma grande comédia, mas conseguiu ser só uma comédia morna e sem grandes momentos.

O casal Clara e Phil Foster são casados á tempo demais, o que faz com que suas vidas sejam previsíveis e tediosas. Ao querer finalmente apimentar as coisas, os dois saem para jantar na noite de Manhattan onde pegam a reserva de um outro casal e acabam sendo confundidos, fazendo com que a noite fique fora de controle e eles tenham que fugir de gente perigosa.

O elenco como todos sabem além de Tina Fey e Steve Carell conta também com a participação de diversas figurinhas da comédia. Na direção um veterano de comédias, Shawn Levy (O Grande Mentiroso, Recém Casados, Uma Noite no Museu e A Pantera Cor de Rosa) não faz feio, e consegue criar situações hilárias, mas na grande maioria as cenas são meio forçadas. O ritmo é bom, mas podia ter sido melhor com tantas confusões e cenas absurdas que acontecem espera-se mais, muito mais. A trilha sonora é diversificada, com ótimas músicas e outras nem tanto, mas ajuda o desenrolar da estória.

Uma Noite Fora de Série, tinha tudo pra ser a grande comédia do ano, com uma direção experiente, um elenco amado e talentoso e uma trama boba mas que prometia grandes situações. Apesar de juntar tudo isso o filme apenas consegue ser uma boa diversão pra sexta a noite, uma pena.


Nota: 5/10

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Juventude em Revolta: Sem Pretensão mas com uma Alma Gigantesca

por Camila Jardim, 16 de ago. de 2010

O que esperar de um filme, que tem como protagonista, um ator adolescente conhecido por suas comédias nerds, com o famoso tema da perda da virgindade e sua busca em perdê-la e claro com uma história idiota? Você pode esperar cenas absurdas um elenco de feras e uma estória tão besta que consegue ser ótima!

Nick Twisp (Michael Cera) é um jovem de 16 anos, virgem e viciado em sexo, ou pelo menos o que ele consegue ter sozinho. Após ir para uma viagem com sua exótica mãe e seu padrasto mau caráter e trambiqueiro, conhece Sheeni Saunders (Portia Doubleday) que conquista seu coração sem muito esforço, o fazendo cair de amores e ter a vontade de fazer de tudo pra ficar com ela. O que acontece é que ele volta pra sua cidade, e não pode sair de casa pois sua mãe usa um auxílio do governo, e sem o filho ela perde o direito de receber. Assim sua única alternativa é se tornar um garoto revoltado, e fazer de tudo pra ser expulso de casa e ir morar com o pai.

Miguel Arteta é o diretor do longa, tem no currículo apenas “Por um sentido na vida” com Jennifer Aniston. E mais uma vez faz um belíssimo trabalho, ganhando o telespectador nos detalhes. Já nos créditos os atores se transformam em massinha, divertido e despreocupado. Toda a montagem do filme é muito bem feita, com uma edição certeira que junto com a trilha sonora maravilhosa dita um ritimo e um clima delicioso. Com cenas sutis, com um toque de comédia mudo, em vez de música escandalosa, um silêncio absoluto quando algo absurdo acontece, o que provoca uma risadinha incontrolável, não gargalhadas, mas risadas.

O elenco tem como protagonista Michael Cera, que ainda interpreta um alter ego, Francois Dillinger, o jeito que o personagem encontra de transgredir as regras, aprontando todo tipo de absurdo. Pra alguns virou um novo herói. O problema é que ele consegue ser mais idiota que o próprio Nick, deixando a coisa mais engraçada.

Surgem diversos personagens durante a história, alguns famosos outros totalmente desconhecidos, mas todos adicionam um ingrediente diferente, transformando o longa no que se propõe. Quem conseguir assistir e captar todo o excentrismo e peculiaridade dos personagens e das cenas, certamente irá apreciar e se divertir.

O filme passa como uma brisa, é leve, tem situações absurdas tratadas com muita naturalidade, junto a Cera temos um belíssimo elenco de atores, e uma trilha sonora maravilhosa, que dita todo o clima independente do filme. Ele realmente cumpre o que propõe, e os clichês típicos de comédia romântica podem estar presentes mas não causam nenhum dano, pelo contrário, somam.

O alter ego François foi genial, e apesar de ter um tema tão comum consegue destoar pelos detalhes, pelo jeito que a trama é conduzida e pelo modo que a montagem é feita. Não esperem dar gargalhadas, nem chorar e nem aprender alguma moral. É simplesmente a história absurda e cheia de aventuras de um jovem querendo perder sua virgindade, e não conseguindo ficar perto da menina que ama, pois todo o universo conspira contra.Um filmaço sem pretensão, mas com uma alma gigantesca.

“Nick Twisp era suficiente”

Nota: 9/10

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