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Sempre Ao Seu Lado: Impossível Não Chorar

por Camila Jardim, 16 de set. de 2010

Filmes de animais não são meu forte, mas alguns me fazem rir ou me emocionam de tal maneira que é impossível ficar indiferente aos fofinhos animais. Sempre ao Seu Lado é um destes filmes que faz até o mais sangue de barata soluçar de tanto chorar, eu juro que achei que não ia conseguir parar de chorar nunca.

Baseado em um história real, Parker (Richard Gere) pega o trem todos os dias para ir ao trabalho, e em uma dessas idas e vindas encontra um filhote de cachorro da raça akita, ao qual da o nome de Hachiko. Sem encontrar o verdadeiro dono do animal, Parker se apaixona pelo cãozinho e cria um laço inquebrável. Quando Parker morre, o cachorro mostra toda sua lealdade até o fim da vida.

Só de escrever esta crítica me recordo de cenas do filme e meus olhos se enchem de água instantaneamente. É eu sou uma chorona compulsiva, e assim que o soluço começa é quase impossível parar a choradeira.

Sempre ao Seu lado estreou em 2009, com roteiro assinado por Stephen P. Lindsey e Kaneto Shindô que simplesmente pegaram esta incrível história e transformaram nesta magnífica obra. Mas por mais que seja tudo muito tocante, não teria o mesmo efeito sem as mãos do diretor Lasse Hallström, que anteriormente dirigiu Gilbert Grape, Querido John, Chocolate e outros diversos filmes conhecidos. Considero genial todo o ritmo do filme, que depois da morte de Parker, muda a função de protagonista para o cachorro, o que poderia ter sido um fiasco, mas não é.

Sim metade do filme é o cachorro sentado em um canteiro, o mesmo em que esperava seu dono voltar do trabalho todos os dias, o cão espera pra sempre. Nunca pensei em dizer isso, mas a interpretação do cachorro merece um Oscar. Não estou exagerando. Um animal nunca me fez chorar tanto quanto este “ator canino” fez, aliás, me fez chorar mais do que com muito ator foda com mil diálogos.

Toda esta trajetória do cachorro, que passa 10 anos esperando seu dono voltar, é incrivelmente tocante. O resto dos personagens só incrementa esse recheio de lágrimas e drama que acaba de forma triunfal, com um texto sobre a história do verdadeiro Hachiko.

O ritmo do filme é ditado pela vida do cão, que com o passar dos anos já não esta tão bonito e forte, mas continua firme em sua lealdade de esperar seu amigo voltar. As pessoas na praça onde o cachorro fica logo sentem compaixão e acabam por cuidando do animal. Assim Hachiko se torna um cão de todos e de ninguém.

Uma narrativa cativnte sobre uma história linda de amizade. Recomendo a todos aqueles que gostam de uma boa choradeira e que são apaixonados por cães. Sempre ao Seu Lado é um filme inesquecível sobre um ato apaixonante.

Nota: 10/10

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Quero Ser John Malkovich: Você Já Quis Ser Outra Pessoa?

por Vinicius Monteiro, 14 de set. de 2010

Craig Schwartz (John Cusack) consegue um novo emprego no 7º e meio andar de um edifício comercial, onde todos os funcionários devem andar curvados. Lá encontra uma porta, escondida, que leva quem ultrapassá-la até a mente do ator John Malkovich, onde pode permanecer durante 15 minutos, até ser cuspido numa estrada na saída de Nova Jersey. Impressionado com a descoberta, resolve alugar a passagem para outras pessoas, dentre elas o próprio John Malkovich.


Com um roteiro genial escrito por Charile Kaufman (Um Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças), ao terminar de assistir o filme é impossível não se perguntar: “Como alguém conseguiu escrever algo assim?”. A idéia é maravilhosa, desenvolvida de forma divertida, não ficam falhas aparentes que possam estragar o filme. Na direção temos Spike Jonze (Onde Vivem os Monstros e Adptação) que não faz mais que seu trabalho, com bons atores, o diretor só faz o roteiro funcionar. Nenhum dos atores tem uma atuação memorável.

Incrível mesmo é o fato de conseguirem fazer a Cameron Diaz ficar feia nesse filme, pra mim talvez seja uma das atrizes mais bonitas de Hollywood, nesse filme fica até difícil de reconhecer, o cabelo estragado e a aparencia suja transformam a atriz drasticamente. John Cusack faz um papel que podia ter um ar de drama bem maior, mas ele não consegue aproveitar isso no filme, mas sua atuação mediana não atrapalha. A melhor atuação do filme é da atriz Catherine Keener, que interpreta Maxine, a mulher que o Cusack fica apaixonado. E claro não podemos esquecer do próprio John Malkovich, que também consegue convencer quando tinha que interpretar como se outra pessoa estivesse no corpo dele, boa atuação.

Quero Ser John Malkovich mexe muito com a idéia das pessoas não estarem satisfeitas com a vida delas e desejarem viver a vida de outra pessoa, particularmente gostei muito desta abordagem. Além disso, o filme traz a vontade de você discutir sobre as idéias dele depois que você o assiste. Apesar das críticas que eu fiz, espero que vocês não se assustem com a minha nota, porque o filme é muito divertido, muito bom de se assistir, preciso dele na minha coleção de Dvds.

Nota: 9/10

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21 Gramas - O peso da alma

por Zeca Novaes, 3 de set. de 2010

Dias atrás encontrei esse filme numa lista de melhores filmes e peguei para conferir. Como é de praxe, assisti sem esperar muita coisa, mas novamente fui surpreendido. Com uma união perfeita entre drama e suspense, 21 gramas foi dirigido por Alejandro González Iñárritu e mostra como três vidas totalmente distintas acabam se ligando por conta de tragédias que aconteceram com cada uma delas.

Jack (Benicio Del Toro) é um ex ladrão de carros que tenta encontrar paz frequentando a igreja. Paul (Sean Penn) é um homem casado, fumante e que está entre a vida e a morte, necessitando de um transplante de coração. Cristina (Naomi Watts, que aceitou o papel antes mesmo de ler o roteiro) é mãe de duas meninas e tem uma vida aparentemente boa.

Conforme o filme prossegue, começamos a ver qual foi a tragédia que ligou essas três vidas. A montagem das cenas, o não uso da ordem cronológica dos fatos, mesmo que o filme tenha sido filmado na ordem real, e o roteiro primoroso de Guillermo Arriaga, nos levam a viajar por esse mundo trágico e certas vezes chocante que o filme apresenta.

Com fotografia crua, trilha sonora seca e ótimo elenco, o longa nos prende até o final, mantendo quase sempre um ritmo satisfatório. Segundo filme da trilogia de Iñarritu, 21 gramas impressiona com cenas fortes e ao mesmo tempo sensíveis, que nos fazem refletir sobre certos valores.

A realidade mostrada aqui está longe de ser somente ficção. Filme sobre decisões, tragédias e vingança. Recomendável para os fãs de um bom roteiro, 21 gramas também é o peso que uma pessoa perde no momento em que morre... O peso da alma. E quanto vale 21 gramas? Vale nota 10.


Nota: 10/10

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A Estrada: Um Mundo Cinza

por Camila Jardim, 2 de set. de 2010

Baseado em um livro de mesmo nome, escrito por Cormac McCarthy, The Road é mais uma estória sobre o Apocalipse, e mais uma visão de um mundo devastado. Com essa avalanche de filmes pós apocalípticos, A Estrada consegue se diferenciar pela perspectiva que é vista, e o modo como a estória é contada, mas infelizmente não faz com que seja mais do que os outros tantos que tentaram.

Tenho certeza que o livro é melhor, como sempre acontece. Como não li, estou avaliando só o filme e não a história em si.

Dirigido por John Hillcoat, A Estrada conta com uma fotografia é sensacional, todo aquele cinza me lembrou Sweeney Todd de Tim Burton, o retrato do mundo devastado é bem diferente dos que eu já tinha visto, eu ainda não vi O Livro de Eli, só vi algumas partes, onde sei que também tem um cinza triste...mas voltando.

O mundo está morrendo, as árvores caindo, não existem mais colheitas, o canibalismo virou solução para os desesperados, no meio disso, um pai tenta de todas as formas proteger seu filho, este sim, um bundão!

Fala sério? Para um garoto que nasceu com o mundo já do jeito que está, ele é bem retardado. Tudo bem que ele representa a parte que ainda é boa naquele mundão cinza, com seus atos de bondade, o coração puro, um anjo realmente, mas é revoltante a chatice do garoto.

Viggo Mortensen está irreconhecível debaixo de tanto pêlo e sujeira. Demorei um pouco pra me tocar que era ele. Seu papel é carregado de uma tensão e uma dor arrasadora. Seu olhar transmitia todo o horror daquele mundo. Segurou o filme, mesmo sendo muito tedioso algumas vezes. Vislumbramos em flashbacks a participação de Charlize Theron.

O filme é muito arrastado, o garoto é insuportável, o roteiro é bom, mas chato demais em grande parte. Algumas situações são bem tensas, como quando entram em uma casa de canibais. Mas apesar de tudo que tem de bom, não me convenceu, fiquei entediada muitas vezes, e acho que podia ter durado menos. Mas vale a pena ser visto, por toda a devoção do pai com seu filho.

Nota: 6,5/10

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Na Natureza Selvagem: A verdadeira Liberdade...

por Camila Jardim, 19 de ago. de 2010

Comecei a ver esse filme sem nenhuma perspectiva, nem expectativas, não havia lido a sinopse e muito menos sabia que era baseado em uma história real, não sabia que tinha direção de Sean Penn e Emile Hirsch como protagonista. No máximo percebi que praticamente todos que viram gostaram, e pra meu deleite também se tornou imediantamente um dos meus filmes favoritos!

Assim que entendi a história que "Na Natureza Selvagem" abordava, lembrei imediatamente de dois amigos que conheci na Ilha do Mel, no ano passado, quando eu e duas amigas fomos viajar na loucura, sem saber bem como chegar, como era o lugar, e o que iriamos encontrar.

Nessa Ilha passamos três dias de aventura, onde conhecemos esses dois garotos, que assim como Christopher queriam se conectar mais com a natureza, com seu lado "selvagem". Ouviamos atentamente suas histórias e filosofias, e ficamos encantadas com a coragem de largar tudo -casa,emprego,amigos- e ir morar naquela ilha, onde despunham de uma "casinha na árvore", duas pranchas, e muita criatividade. Como eles mesmos diziam: "Queremos viver de luz."

Alguns podem pensar que isso é papo de louco, mas pelo contrário, dois caras inteligentes, com formação universitária, dinheiro, além de bonitos. Mas o que eles queriam mesmo, era se desapegar do materialismo e viver intensamente o que a natureza pode proporcionar. Uma vida simples, porém feliz e cheia de aventuras.

Mas é óbvio que não eram como Christopher num todo, mas sim, na essência. Nada tão radical quanto Chris fez, aliás, eles tinham ótimas idéias de como ganhar uma grana pra se manter lá, e ainda vão, vez ou outra, visitar amigos e familiares. Mas isso já é outra história.

Emile Hirsch é um grande ator, considero um dos melhores de sua geração. Uma atuação esplêndia como Chris/Alex, onde teve que perder 18 kg pra fazer o personagem. Considero seu melhor papel no cinema, brilhante.

Chris abandona tudo e doa toda sua poupança para a caridade, saindo sem destino pelo mundo. O filme então se divide em cinco capítulos: 1-Aniversário, 2-Adolescência, 3-Virilidade, 4-Família, 5-Obtenção da Sabedoria. Em cada uma dessas partes, Chris passa por diversas situações, vive aventuras incríveis, conhece pessoas e faz verdadeiras amizades, e finalmente se torna Alexander Supertramp.

A fotografia é extraordinária, transmite toda a liberdade sentida pelo personagem e explora bem todas as locações. A trilha sonora é de uma maestria sem tamanho, composta pela genialidade de Eddie Vedder (Pearl Jam). Garantiu a profundidade perfeita que o filme necessitava. Brilhante também é Sean Penn como diretor. Tecnicamente não vi nada que pudesse criticar.

Na Natureza Selvagem é uma adaptação de um livro, que na verdade era o diário de anotações de Chris. Esta história, pelo que li por aí, divide opiniões no mundo todo. Enquanto alguns o veneram como herói, por se livrar das amarras da sociedade e se jogar no mundo sem um tostão no bolso, muitos o acham estúpido e dizem que foi apenas um garoto rebelde e egoísta.

Eu preciso dizer que me identifiquei de imediato com Chris. Não que eu seja muito parecida com ele. Pelo contrário, Chris é o que eu e muitos gostaríamos de ser. Livre. De todas as maneiras possíveis. Seu amor pelo livros e a incapacidade em fazer o mal., são características marcantes desse cara. Não acho que ele foi rebelde, ele simplesmente não pertencia aquele lugar e precisou dessa jornada para descobrir.

Quem é que não sente vontade de largar tudo? Se sentir livre. Livre te toda essa pressão, das regras impostas pela sociedade, de dizerem como você tem que viver sua vida, de bens materiais significarem mais que caráter. É óbvio que ele quis fugir de tudo, eu também fugiria. Mas tem que ter coragem, força de vontade e claro, um pouco de loucura também. Queimar dinheiro e sair pelo país sem destino não é pra qualquer um.

No final da sua jornada, na sua última aventura que é ir para o Alaska, é mágica e sofrida. Posso dizer que senti todo o tipo de emoção nessa parte do filme. O ônibus que ele encontra na floresta, apelidado de "The Magic Bus", onde viveu por 4 meses, é hoje um ponto turístico de aventureiros. Eu confesso que adoraria tirar uma foto lá.

“Na Natureza Selvagem” é a história de um homem de 22 anos e sua eterna busca, de um lugar e de si mesmo.Largando tudo que lhe era imposto, e fugindo para ser livre. Conhecendo todo um mundo novo, trilhando caminhos e fazendo história. Ao final da caminhada a constatação de que:


"A felicidade só existe quando é compartilhada."

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Império do Sol – Apresentação de Christian Bale á Hollywood!

por Vinicius Monteiro, 18 de ago. de 2010

O filme relata a história de Jim Graham (Christian Bale) um garoto inglês de onze anos de idade, que vive na cidade chinesa de Xangai com a família, levando um padrão de vida alto na aparente segurança do bairro diplomático.Com a invasão da China pelo Japão, em plena Segunda Guerra Mundial, no meio da confusão e da multidão em fuga, o garoto separa-se dos pais e acaba indo parar em um campo de concentração japonês onde, para sobreviver, se vê obrigado a desenvolver uma série de artimanhas que vão das transações num improvisado mercado negro de alimentos e objetos pessoais à mediação de conflitos com os soldados japoneses.

Dirigido por Steven Spielberg, esse filme mostra como ele consegue trabalhar com crianças, porque é um difícil trabalho fazer uma criança atuar bem, como Christian Bale atuou em “Império do Sol”. Considero uma das suas maiores atuações, Bale chamou a atenção dos críticos depois que atuou nesse filme, fazendo até sua infância ser um pouco perturbada por conta de tantos pedidos de entrevista. Na verdade, uma atuação dessas eu não vejo muito atualmente, onde o ator se entrega MESMO ao personagem, lembro de algo parecido com o que é visto com Tom Cruise no filme "Jerry Maguire", percebendo claramente as emoções do personagem: Raiva, Tristeza, Frustração, e Felicidade.

Em algumas partes você enxerga cenas de outros filmes também, parece até que é uma homenagem, mas você lembra que “O Império do Sol” foi filmado primeiro que esses filmes. Um bom exemplo disto, é a cena bem no começo do filme, que lembra Simba perdendo o pai em “O Rei Leão”. Cenas parecidas mesmo, você acaba vendo que esse filme de alguma forma foi importante para o cinema.

Quero também destacar a atuação do John Malkovich, que interpreta Basel, papel de coadjuvante, mas não menos importante, Malkovich esbanja talento fazendo o papel um pouco de babá e um pouco de pai do personagem Jim.

Trilha Sonora e Steven Spielberg = Melhor Qualidade, e nesse filme não foi diferente, apesar de não ser memorável,as músicas ajudam a melhorar a qualidade do filme.

Império do Sol recebeu seis indicações ao Oscar nas seguintes categorias: Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som.

Também recebeu duas indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de: Melhor Filme - Drama e Melhor Trilha Sonora. Ainda ganhou três prêmios no BAFTA, de Melhor Trilha Sonora, Melhor Fotografia e Melhor Som.

Direção genial, roteiro e fotografia ótimos, atuações memoráveis e trilha sonora perfeita. Acho que não é necessário tecer mais comentários para dizer que esse filme deve ser assistido, e que é uma obra-prima do cinema. O longa tem 2h35min de duração, tempo relativamente grande, mas você acaba se integrando ao filme e essas horas passam e você nem percebe. O que está esperando? Vá assistir “O Império do Sol”.

Nota: 10/10

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CLÁSSICOS DO CINEMA: Conta Comigo (1986)

por johnny, 17 de ago. de 2010

Um dia folheando o livro 1001 filmes para ver antes de morrer eu encontrei um que havia assistido a muito tempo e que tinha me emocionado muito. O filme se chama "Conta Comigo "( Stand By Me, Rob Reiner) de 1986. baseado no conto "The Body" de Stephen King, é poeticamente dirigido por Reiner e com um elenco jovem brilhante liderado pelo falescido River Phoenix (1970-1993), um dos melhores atores daquela década que, na trama, interpreta um garoto sonhador e pertubado assim como seu melhor amigo, o dócil Gordie (Wil Wheaton) que nao aceita a morte do irmão mais velho ( John Cusack, em inicio de carreira).

Além deles há dois meninos que vivem se implicando o tempo todo, Teddy( Corey Fieldman) e o gorducho Vern (Jerry O´connell). A história é sobre a amizade entre esses quatro amigos que decidem partir por uma longa jornada para encontrar um cadáver de um garoto desaparecido a 3 dias.

Enquanto o roteiro desenvolve com habilidade os medos, os jogos, as frases marcantes ( Mickey é um rato, Donald é um pato, Pluto é um cachorro. o Pateta é o que?), os segredos vão sendo compartilhados em interpretações marcantes. Além da presença de jovens atores que iriam despontar num futuro próximo (Kiefer Sutherland e John Cusack) o filme mexe com a infância do telespectador ao mostrar como os amigos de infância são realmente as únicas amizades verdadeiras que conquistamos na vida, pois quando crescemos a inocência e a ingenuidade perdidas nao permitem mais amizades verdadeiras e puras.

Narrada pelo adulto Gordie( Richard Dreyfuss, que naõ foi mencionado nos créditos finais, pelo menos eu nao vi) o drama termina com cada personagem seguindo rumos diferentes, assim como acontece aos nossos queridos amigos da infância, e nos faz lembrar como foram importantes aquelas pessoas em nossas vidas.

Um filme lindo e poético que mexe profundamente na alma humana ao relatar uma história não tão trágica mais marcante o suficiente para reflertimos sobre o verdadeiro sentido da vida, que nós só percebemos as maravilhas da juventude quando já temos passado por ela. Uma obra inesquécivel que ficará quardada para sempre na minha memória como um relato da sociedade em que vivemos, fútil, distante e artificial.

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House M.D - A Série

por Vinicius Monteiro, 16 de ago. de 2010

Considerada a série médica mais conceituada da tv, House M.D é sucesso entre crítico e possui uma legião de fãs fiéis, e estes fazem da série o grande sucesso que é. Criada por David Shore, e inspirada na coluna Diagnósticos (The Diagnosis Column) da Revista New York Times, fala sobre casos médicos estranhos e raros. A série teve sua estreia em Novembro de 2004 nos EUA, mantendo uma ótima audiência ao longo de suas temporadas.

A série tem como protagonista o ator Hugh Laurie interpretando o médico Gregory House. Neste papel, sua atuação lhe rendeu duas vitórias consecutivas no Globo de Ouro como melhor ator de série Drama (2006 e 2007), além de diversos outros prêmios e nomeações.
Dr. House foi inspirado no famoso personagem de Sherlock Holmes, diferenciando-se na forma de resolver seus diagnósticos e na personalidade peculiar, e nas semelhanças como o sarcasmo afiado, mau humor e comportamento antissocial. Estas características são influenciadas também por seu problema na perna, um enfarte na coxa direita, o que faz de House um viciado em remédios (Vicodin), na tentativa de amenizar sua dor.

Junto ao Dr. House sempre esteve uma equipe de jovens médicos que tinha de aturá-lo e principalmente ajudar nos diagnósticos. Sua primeira equipe dura às três primeiras temporadas, e é formada pelos personagens: Cameron (Jennifer Morrison), Chase (Jesse Spencer) e Foreman (Omar Epps).

Durante o quarto ano de exibição o time de médicos muda totalmente, saem Cameron e Chase e entram Taub (Peter Jacobson), Thirteen (Olivia Wilde) e Kutner (Kal Penn), este último saindo antes do término da mesma. E ainda na sexta temporada vemos o retorno de Chase.
Outros personagens importantes e fixos na série são: Dr. Lisa Cuddy (Lisa Edelstein), a diretora do hospital que sempre está discutindo com o House e Dr. James Wilson (Robert Sean Leonard), oncologista e melhor amigo de House. Curiosamente Robert foi o primeiro ator do elenco a ser chamado para a série.

Até o seu terceiro ano, House M.D melhorava a cada episódio. A terceira temporada foi incrível, tendo como ponto forte os casos que emocionavam muito. Embora a quarta temporada tenha sofrido diversas mudanças ocasionando dúvidas quanto a qualidade da série, não foi um fracasso total, melhorando na reta final. Entretanto não se manteve no mesmo ritmo do terceiro ano. Já na quinta temporada com a equipe fixa melhorou novamente, se igualando ao nível do início do seriado.

O sexto ano sem dúvida alguma foi o melhor, a equipe antiga se junta a nova e a trama fica ainda mais surpreendente com ótimos casos mostrados e mais histórias entre os personagens. A série chega ao seu ápice nestes 21 episódios, conquistando ainda mais fãs.

Além dos dois prêmios no Globo de Ouro para o ator Hugh Laurie, House M.D. faturou muitos prêmios, confirmando sua excelência e popularidade entre críticos e público. Para confirmar como a série é boa, House foi nomeada 79 vezes a diversos prêmios, ganhando 35 deles. Entre os mais importantes estão: três estatuetas no Emmy Awards (2007, 2008 e 2009), duas no Satellite Awards (2005 e 2006), dois prêmios no Screen Actor Guild Awards (2007 e 2009) e especialmente no ano de 2010 no People’s Choice Awards, eleita pelo público como “Melhor série Dramática” e “melhor ator de série Dramática”.

House mescla muito bem o drama com pitadas de um humor sarcástico, usando principalmente para quebrar o gelo da tensão com uma piada, fazendo os episódios não ficarem somente naquele mesmo clima pesado, assim, nos poucos 40 minutos que dura cada episódio você experimenta vários tipos de emoções. Mesmo tendo como base os casos médicos, a série tem uma trama que vai se desenrolando em cada um, criando um eixo entre eles, mas, não é a trama que vai te puxar para assistir o próximo capítulo, e sim a vontade de ter todos esses sentimentos misturados de novo. Assistir House é uma experiência única.

O sétimo ano de House está confirmado para setembro deste ano (2010), sendo aguardada ansiosamente por todos os fãs fanáticos.

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Skins - A Série

por Camila Jardim, 13 de ago. de 2010

Imagine o seriado global Malhação em seus tempos de glória, agora, adicione muita droga, sexo e música eletrônica, misture bem, acrescente jovens atores talentosos e um roteiro bem elaborado, e pra finalizar ponha uma pitada de sotaque britânico, pronto, isso é SKINS.

A série inglesa acompanha a vida de um grupo de amigos da cidade de Bristol, os jovens têm idade variada de 16 aos 18 anos. As histórias são diversas, tratando o adolescente como uma pessoa real e não como enlatado da revista CAPRICHO. Skins aborda diversos dramas familiares, drogas, sexualidade, regras, amizade, amores, estudo, autoridades, virgindade e sexo. Apesar de tratar de temas delicados com extrema naturalidade, a série é direcionada ao público mais jovem, mas permite ser adorada também pelos mais velhos em razão da intensidade convincente do roteiro.

Criada por Bryan Elsley e seu filho Jamie Brittain, Skins a série estreou em Janeiro de 2007. Com no máximo de 10 episódios por ano, Skins mantém um formato único, renovando seu elenco inteiro a cada duas temporadas. Cada episódio leva o nome de um personagem e geralmente tem um roteirista diferente para cada capítulo. Isso permite a grande riqueza de detalhes na personalidade, nas roupas, no modo de falar e de agir, todo personagem é singular.

O formato das séries geralmente permite um contato maior por parte dos fãs que se apegam aos personagens mais facilmente do que em um filme que dura uma hora e meia, por exemplo. Em um seriado o telespectador tem a oportunidade de crescer junto com o personagem e acompanhar suas aventuras, dramas e amadurecimento, isso gera amor ou ódio profundo, marcando esses atores pro resto da vida. Por essa razão qualquer alteração drástica, como morte ou saída de personagens da trama causa grande comoção entre os fanáticos.

Skins decidiu brincar com fogo com a renovação plena de seu elenco no terceiro ano da série, uma jogada completamente arriscada que tinha tudo pra dar errado, mas não deu. Por mais que existam fãs que jurem fidelidade à primeira geração da trama, outros continuam fies a série e surgem ainda novos aficionados a cada ano.

O grande problema neste formato inusitado seria a demora na identificação com os novos atores que por mais que sejam bons, sempre leva alguns episódios para descobrir uma conexão ou o carisma dos mesmos. Os poucos capítulos de quarenta minutos quase não possibilita esta conexão plena entre telespectador e personagem – quase.

Toda a trama de Skins é muito bem elaborada e sem falsos moralismos. Jovem faz sexo, sai de balada e bebe até cair, foge de casa, briga com os pais, os amigos, o cachorro, adolescentes são dramáticos e a série consegue capturar todas as características desta fase. Sem pudor algum o telespectador é convidado a fazer parte de um mundo completamente louco, pouco se acha e muito se perde. Skins também ganha pontos por transformar seus bonitões em vegetais em instantes e matar com extrema maestria personagens queridos e importantes do público.

É difícil superar o carisma do bobão do Sid (Mike Bailey), do adorável e viciado Chris (Joseph Dempsie), do babaca conquistador Tony (Nicholas Hoult), da estudiosa Jal (Larissa Wilson), do hilário e tarado Anwar (Dev Patel), da completamente pirada Cassie (Hannah Murray), do querido Maxxie (Mitch Hewer) e a bonita Michelle (April Pearson ). Um elenco incrível que revelou grandes atores como Dev Patel protagonista de “Quem Quer Ser um Milionário”. Talvez pelo fato de ser novidade, esta primeira geração estará sempre entre os melhores e favoritos dos fãs.

Kaya Scodelario interpreta Effy, irmã de Tony, é a única da primeira geração a integrar o elenco da segunda. Nos primeiros anos ela fazia algumas participações como menina esquisita que entrava muda e saia calada, sempre fugindo e se drogando. Já na segunda geração Effy rouba a cena se tornando a principal personagem de toda a história de Skins. Neste novo elenco temos pérolas como Jack O'Connell intérprete de Cook, garoto de bom coração que é revoltado e agressivo, que tem como melhores amigos o doce e problemático JJ(Ollie Barbieri) e o “bonitão” e centrado Freddie (Luke Pasqualino).

As gêmeas Megan e Kathryn Prescott, Katie e Emily respectivamente, protagonizam episódios divertidos e dramáticos ao extremo. Emily tem um caso com Naomi (Lily Loveless) que é revoltada e introspectiva, assim como Maxxie na primeira geração, as duas protagonizam a trama gay do seriado. Temos ainda a destrambelhada Pandora (Lisa Backwell) e o juizado imigrante africano Thomas (Merveille Lukeba). A série conseguiu conquistar novos telespectadores e prende-los em frente a tv com episódios incríveis. Não teve consistência em todos os episódios, mas conseguiu acabar de forma triunfal, deixando todos chocados com a conclusão escolhida.

A série está entrando em seu quarto ano e a terceira geração de atores já está sendo apresentada ao público. Com previsão para janeiro de 2011 a série passa no Brasil no canal VH1. Foi indicada a dez prêmios e ganhou três deles, inclusive melhor Drama.

Skins é divertida e dramática, mostra situações reais de um jovem de verdade no mundo atual, e além de revelar jovens atores a série serve de exemplo do que NÃO fazer. Um grande retrato dos adolescentes e do que o mundo se tornou. Skins é diversão, mas de alguma forma também serve pra abrir a mente.

Nota: Uma versão americanizada já está em produção e passará na MTV gringa. (Que medo)

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