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21 Gramas - O peso da alma

por Zeca Novaes, 3 de set. de 2010

Dias atrás encontrei esse filme numa lista de melhores filmes e peguei para conferir. Como é de praxe, assisti sem esperar muita coisa, mas novamente fui surpreendido. Com uma união perfeita entre drama e suspense, 21 gramas foi dirigido por Alejandro González Iñárritu e mostra como três vidas totalmente distintas acabam se ligando por conta de tragédias que aconteceram com cada uma delas.

Jack (Benicio Del Toro) é um ex ladrão de carros que tenta encontrar paz frequentando a igreja. Paul (Sean Penn) é um homem casado, fumante e que está entre a vida e a morte, necessitando de um transplante de coração. Cristina (Naomi Watts, que aceitou o papel antes mesmo de ler o roteiro) é mãe de duas meninas e tem uma vida aparentemente boa.

Conforme o filme prossegue, começamos a ver qual foi a tragédia que ligou essas três vidas. A montagem das cenas, o não uso da ordem cronológica dos fatos, mesmo que o filme tenha sido filmado na ordem real, e o roteiro primoroso de Guillermo Arriaga, nos levam a viajar por esse mundo trágico e certas vezes chocante que o filme apresenta.

Com fotografia crua, trilha sonora seca e ótimo elenco, o longa nos prende até o final, mantendo quase sempre um ritmo satisfatório. Segundo filme da trilogia de Iñarritu, 21 gramas impressiona com cenas fortes e ao mesmo tempo sensíveis, que nos fazem refletir sobre certos valores.

A realidade mostrada aqui está longe de ser somente ficção. Filme sobre decisões, tragédias e vingança. Recomendável para os fãs de um bom roteiro, 21 gramas também é o peso que uma pessoa perde no momento em que morre... O peso da alma. E quanto vale 21 gramas? Vale nota 10.


Nota: 10/10

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A Trilha: Mais do Mesmo!

por Camila Jardim, 26 de ago. de 2010

Sabe aquele tipo de filme de terror que tem tudo pra dar errado, mas pelo meio do caminho, você muda de ideia e acha que vai dar super certo, e então no final comprova-se que o que você desconfiava no início aconteceu de fato? A Trilha consegue ser assim.

Cydney (Milla Jovovich) e Cliff (Steve Zahn) formam um casal de aventureiros, que para comemorar sua lua de mel, vão para o Havaí, onde programam algumas trilhas pelas ilhas paradisíacas. No meio do caminho são informados de que alguns assassinatos estão acontecendo na ilha, e que os prováveis assassinos formam um casal. Pela trilha encontram com dois casais, um mais suspeito que o outro. Longe de tudo, eles tem que ser cautelosos em quem confiar, e logo, a aventura se transforma em uma luta pela sobrevivência.

Com direção e roteiro assinado por David Twohy (Eclipse Mortal, A Batalha de Riddick e Waterworld), o filme de 2009 ainda conta com uma super fotografia facilitada pela beleza das ilhas Havaianas aliada a bela montagem e edição. O elenco é muito bom, com nomes de peso e grandes atuações. A química dos casais é ótima. O que dita o ritmo é a personalidade de cada personagem, criando as situações ao longo do filme.

Dois terços do filme são bem fluídos, diálogos interessantes, cenas muito boas, um suspense gostoso que gera uma curiosidade gritante de saber logo a conclusão. A grande frustração fica na terceira parte do longa, onde os fatos são explicados, e uma reviravolta acontece, o que podia ser uma jogada muito boa. O problema na realidade é toda a fuga, briga e morte final que faz com que todos que estavam achando o filme ótimo, levem um soco no estômago. Um final feliz que não deveria estar nos planos do diretor, e que acaba com todo o charme e clima que tinha sido criado.

Um filme inteligente, com um elenco digno de aplausos, fotografia magnífica e paisagens paradisíacas. Apesar de surpreender em partes, o final acaba caindo na armadilha Hollywoodiana do "Felizes para Sempre", decepcionando grande parte dos que assistiam. Podia ter sido muito mais do que foi, mas acabou se tornando mais do mesmo, infelizmente.

Nota: 6/10

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Garotas Selvagens 4: Outra continuação desnecessária...

por Camila Jardim, 18 de ago. de 2010

Tenho que ressaltar que poucos filmes conseguem manter um bom ritmo e uma história interessante por mais de três filmes. Por isso trilogia é a pedida certa, mas a gana por dinheiro ou apelo dos fãs faz com que alguns filmes que bastariam sendo trilogias ganhem diversas continuações desnecessárias. Garotas Selvagens é mais um caso, ou não, pois nesse o primeiro bastava.

Com o mesmo princípio dos três últimos da franquia, temos um garoto rico e rebelde, com um pai rico que ele odeia, temos a namorada malvada, a amiga puxa saco, e a pobrezinha bonitona, e claro um policial espertalhão. Carson (Ashley Parker Angel) é o garoto rico que é acusado de estupro, onde como sempre é um golpe, e pessoas que “ninguém” imagina estão juntas em um plano pra ganhar uma bolada em dinheiro. Nesse tipo de filme o quanto menos eu falar sobre, “menos pior” será a experiência.

Com o mesmo diretor do segundo e do terceiro da franquia, Andy Hurst mantém a qualidade dos mesmos, ou seja, é fraco. Todos com a exata receita do primeiro, como Premonição, onde você sempre sabe o final. A diferença é que nesse ainda tem a surpresa pra muitos de quem realmente é o mentor do plano maior. A edição é boa, fotografia sempre é bonita, pois com um elenco lindo e paisagens luxuosas é o mínimo que conseguiria.

O elenco no geral é desconhecido ou debutante. Tudo muito forçado e nada convincente. As cenas de sexo são tão falsas como nota de 3 reais. Um ou outro personagem consegue passar, mas a grande parte não tem carisma, apenas corpos bonitos e falas de robô. Tecnicamente o pior filme da franquia.

Se parar pra analisar bem o que são os dois últimos filmes, podemos perceber que além do suspense de botequim, que dá certo ou não, os filmes não são pra ser levados a sério, pelo contrário, é um longa que mostra a vida dos ricos, e sua gana por dinheiro, enquanto isso explora toda a beleza do elenco e das instalações, completando com cenas de sexo exageradas e na maioria delas desnecessárias. São como carimbos do primeiro filme, que tem que ser seguidos á risca, não proporcionando praticamente nenhuma surpresa e nenhum suspense.

Garotas Selvagens 4 é o tipo de filme que não tem nada pra acrescentar, mas que continua aparecendo só pelo nome que carrega, pois assim como eu, provavelmente quem viu os outros três verá esse também mesmo já sabendo tudo que está por vir. Não de todo ruim, mas é extremamente descartável.

Nota: 3/10

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