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Esquadrão Classe A – Cenas de Ação nota A

por Vinicius Monteiro, 2 de set. de 2010

Uma equipe de soldados de elite cai em uma cilada e passa a ser caçada pelo exército. B.A. Baracus (Quinto Jackson), Cara de Pau (Bradley Cooper), Hannibal (Liam Neeson) e Murdock (Sharlto Copley) agora precisam provar sua inocência e levar os responsáveis à justiça, antes que ocorra um golpe bilionário aos EUA. Baseado na série de televisão dos anos 1980.

Nunca vi a série original, e eu não botava muita fé nesse filme, mas me surpreendeu muito. Já dito no post sobre “Os Mercenários”, que um filme de ação não precisa necessáriamente de um roteiro bom, em Esquadrão Classe A isso já não decepciona tanto.

Escrito por Skip Woods (A Senha e Hitman), e outros quatro, o roteiro não é primoroso, mas não deixa a desejar, e a direção de Joe Carnahan (produtor de Contatos de 4° Grau) achei interessante. Não podemos comparar com grandes diretores, porque também esse cara só dirigiu outros 2 filmes: “Narc” e “Ticker”, então ele não é muito conhecido, mas acho que não temos o que reclamar do seu trabalho neste caso em particular.

As cenas de ação devem ser resaltadas, pois compõe boa parte do filme. Elas não decepcionam, apesar de usarem muitos efeitos especiais, e alguns meio fracos, porém ainda sim convencem e trazem tensão. Creio que as melhores foram as que envolvem aviões, não lembro de ter visto cenas aéreas tão agitadas por aí, como nesse filme.

O filme conta com um grande leque de atores e atrizes famosos, mas não tão consagrados, e também com o lutador de UFC Quinto “Rampage” Jackson, as atuações em nenhum caso deixou a desejar, ficaram todos no meio termo: nem genial nem vergonhoso.

Esquadrão Classe A é um ótimo filme de ação, extremamente divertido, mas não é nada mais que isso. Se você procura um passatempoe com grandes cenas de explosões, tiros, porrada, então você deve assistir. Recomendo.

Nota:8/10

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A Estrada: Um Mundo Cinza

por Camila Jardim,

Baseado em um livro de mesmo nome, escrito por Cormac McCarthy, The Road é mais uma estória sobre o Apocalipse, e mais uma visão de um mundo devastado. Com essa avalanche de filmes pós apocalípticos, A Estrada consegue se diferenciar pela perspectiva que é vista, e o modo como a estória é contada, mas infelizmente não faz com que seja mais do que os outros tantos que tentaram.

Tenho certeza que o livro é melhor, como sempre acontece. Como não li, estou avaliando só o filme e não a história em si.

Dirigido por John Hillcoat, A Estrada conta com uma fotografia é sensacional, todo aquele cinza me lembrou Sweeney Todd de Tim Burton, o retrato do mundo devastado é bem diferente dos que eu já tinha visto, eu ainda não vi O Livro de Eli, só vi algumas partes, onde sei que também tem um cinza triste...mas voltando.

O mundo está morrendo, as árvores caindo, não existem mais colheitas, o canibalismo virou solução para os desesperados, no meio disso, um pai tenta de todas as formas proteger seu filho, este sim, um bundão!

Fala sério? Para um garoto que nasceu com o mundo já do jeito que está, ele é bem retardado. Tudo bem que ele representa a parte que ainda é boa naquele mundão cinza, com seus atos de bondade, o coração puro, um anjo realmente, mas é revoltante a chatice do garoto.

Viggo Mortensen está irreconhecível debaixo de tanto pêlo e sujeira. Demorei um pouco pra me tocar que era ele. Seu papel é carregado de uma tensão e uma dor arrasadora. Seu olhar transmitia todo o horror daquele mundo. Segurou o filme, mesmo sendo muito tedioso algumas vezes. Vislumbramos em flashbacks a participação de Charlize Theron.

O filme é muito arrastado, o garoto é insuportável, o roteiro é bom, mas chato demais em grande parte. Algumas situações são bem tensas, como quando entram em uma casa de canibais. Mas apesar de tudo que tem de bom, não me convenceu, fiquei entediada muitas vezes, e acho que podia ter durado menos. Mas vale a pena ser visto, por toda a devoção do pai com seu filho.

Nota: 6,5/10

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A Trilha: Mais do Mesmo!

por Camila Jardim, 26 de ago. de 2010

Sabe aquele tipo de filme de terror que tem tudo pra dar errado, mas pelo meio do caminho, você muda de ideia e acha que vai dar super certo, e então no final comprova-se que o que você desconfiava no início aconteceu de fato? A Trilha consegue ser assim.

Cydney (Milla Jovovich) e Cliff (Steve Zahn) formam um casal de aventureiros, que para comemorar sua lua de mel, vão para o Havaí, onde programam algumas trilhas pelas ilhas paradisíacas. No meio do caminho são informados de que alguns assassinatos estão acontecendo na ilha, e que os prováveis assassinos formam um casal. Pela trilha encontram com dois casais, um mais suspeito que o outro. Longe de tudo, eles tem que ser cautelosos em quem confiar, e logo, a aventura se transforma em uma luta pela sobrevivência.

Com direção e roteiro assinado por David Twohy (Eclipse Mortal, A Batalha de Riddick e Waterworld), o filme de 2009 ainda conta com uma super fotografia facilitada pela beleza das ilhas Havaianas aliada a bela montagem e edição. O elenco é muito bom, com nomes de peso e grandes atuações. A química dos casais é ótima. O que dita o ritmo é a personalidade de cada personagem, criando as situações ao longo do filme.

Dois terços do filme são bem fluídos, diálogos interessantes, cenas muito boas, um suspense gostoso que gera uma curiosidade gritante de saber logo a conclusão. A grande frustração fica na terceira parte do longa, onde os fatos são explicados, e uma reviravolta acontece, o que podia ser uma jogada muito boa. O problema na realidade é toda a fuga, briga e morte final que faz com que todos que estavam achando o filme ótimo, levem um soco no estômago. Um final feliz que não deveria estar nos planos do diretor, e que acaba com todo o charme e clima que tinha sido criado.

Um filme inteligente, com um elenco digno de aplausos, fotografia magnífica e paisagens paradisíacas. Apesar de surpreender em partes, o final acaba caindo na armadilha Hollywoodiana do "Felizes para Sempre", decepcionando grande parte dos que assistiam. Podia ter sido muito mais do que foi, mas acabou se tornando mais do mesmo, infelizmente.

Nota: 6/10

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