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Os Mercenários: Elenco de Astros e Nada Mais

por Camila Jardim, 16 de set. de 2010

Vou logo confessando que não sou fã de filmes de ação, assisto alguns, mas evito ao máximo. Não é a violência que me incomoda, até porque filmes de terror são meus preferidos, e o que não falta é violência. Geralmente o que não me atrai são os protagonistas estereotipados que não morrem nunca, e os diálogos quase sempre pobres ou machistas ao extremo. Enfim, por mais que não me atraia, ainda assisto, e tento analisar sem ser afetada pelo meu gosto.

Os Mercenários não é a oitava maravilha do mundo, pelo contrário, poderia facilmente ser tachado como uma porcaria sem proporção se não fosse o elenco estrelado dos “heróis” e “fodões” de filmes antigos e considerados clássicos.

Eu imagino a sensação que os fãs desses caras sentiram ao ver a reunião de tantos astros em um mesmo filme, mas esse amor incondicional simplesmente deixa qualquer um cego, ainda mais aqueles que quando gostam simplesmente não analisam todo o resto. Fiquei até pensando em um filme que reunisse todos os assassinos e monstros mais famosos do cinema fantástico em uma luta para acabar com o mundo, eu provavelmente choraria, mas ainda creio que conseguiria separar o cú das calças. Até por que, você gostar não significa que é bom.

A estória como provavelmente já leram aqui duas vezes ou em dezenas de outros sites, mostra um grupo de Mercenários comandado por Sylvester Stallone -que também dirigiu o longa metragem- que aceita a missão de ir a uma ilha sul-americana chamada Vilena, localizada no Golfo do México, para matar um ditador local, o General Garza (David Zayas).

A trupe dos Mercenários ainda é formada pelo especialista em facas Lee Christmas (Jason Statham), o especialista em artes marciais Yin Yang (Jet Li), o especialista em armas Hale Ceasar (Terry Crews), o especialista em demolições Toll Road (Randy Couture) e o franco-atirador Gunnar Jensen (Dolph Lundgren). O último tem problemas com drogas e fica descontrolado atacando um dos companheiros e sendo expulso da gangue, jura vingança aos ex-companheiros.

Com esse roteiro fuleiro e diálogos beirando o ridículo, o que salva mesmo são as quase inexistentes cenas de ação ou de luta. Membros decepados por uma metralhadora animal ou uma faca super afiada, são sempre cenas extremamente bem vindas, ainda mais em uma fã de sangue como eu. Mas isso basta para segurar um filme até o final?

A maior qualidade de Os Mercenários além de ter todo um elenco de celebridades da ação, é a duração do mesmo. Ele não dura o suficiente para ser uma completa perda de tempo, assim garante uma boa diversão, mas nada mais. Única coisa épica nesse filme é a reunião dos astros, e só! Faltaram mais lutas, principalmente entre os próprios astros e principalmente faltou emoção.

Dá pra entender a euforia dos fãs desses caras, mas fechar os olhos pra todo o resto é absurdo. Assisti ao filme com meu pai e meu irmão, e o bom senso dos dois garantiu que eu não ficasse sozinha em minha “análise” meia boca do filme. Os dois gostaram bastante de toda a testosterona apresentada nos ídolos do passado, mas assim como eu não consideram este um filme fodasso, muito menos um que fique pra história.

Portando Os Mercenários nada mais é que um bando de cara com nome brincando de fazer filme. Eu sei que tem muitos filmes que não se levam a sério, e este é um grande exemplo, como diversão pode ser eficaz, mas como filme é uma grande porcaria.

Nota: 5/10

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Encontro Explosivo: Outra Tentativa que Falha

por Camila Jardim, 13 de set. de 2010

A comédia romântica é um gênero super curioso, pois tem uma receita infalível: elenco estrelado, trama idiota e final feliz. Poucas fogem deste roteiro, alterando a trama o mínimo possível para render alguma grana nos cinemas. O mais hilário acontece quando alguém ousa um pouquinho adicionando ação, efeitos especiais e um ritmo mais corrido, e na mesma semana estréia outro filme quase no mesmo formato. É pra rir né?

Não estou dizendo que Par Perfeito (Killers) copiou a receita cafona de Encontro Explosivo, e muito menos o contrário. Apesar de ambos terem este elemento (ação) em comum que é pouco utilizado dentro do gênero, um casal lindo e famoso como protagonista, imagens paradisíacas e roteiro fraco, Encontro Explosivo ainda consegue ser mais eficiente na sua proposta, mesmo que esta seja incrivelmente absurda e idiota.

O ex-agente secreto Roy Miller (Tom Cruise) conhece June Havens (Cameron Diaz) em um aeroporto, onde os dois pegam o mesmo vôo. Dentro do avião Roy sofre preparava um golpe, e mata todos os outros agentes que estão no mesmo vôo enquanto June estava no banheiro. A partir daí, June, garota solitária que tinha uma vida sem emoção, embarca em uma aventura com este cara sedutor e passa por diversas situações absurdas.

Assisti a este filme no cinema, e confesso que pelo menos nos primeiros 30 minutos de filme eu e o cinema todo rimos bastante. O grande problema é que o roteiro de Patrick O'Neill além de bobo não se sustenta. O que acontece é uma queda livre em direção ao fracasso. O início te arranca risadas, mas conforme o tempo passa a vontade de chorar pelo dinheiro gasto é maior.

Esperava muito mais do diretor James Mangold que é responsável por pérolas do cinema como Identidade (2003) e Garota Interropida (1999), estes dois fazem parte dos meus filmes favoritos, e não entendi como James aceitou dirigir um filme deste. Mas ele ainda tem méritos, com cenas extremamente hilárias e uma fotografia boa. Os efeitos especiais são de morrer de rir, mas a atuação dos personagens é realmente boa, senti que estavam se divertindo muito ao filmar.

Realmente não tem o que falar de Encontro Explosivo, a não ser que vale um DVD com pipoca, mas não vale uma ida ao cinema. Cameron Diaz e Tom Cruise são o maior atrativo do filme, que começa bem mas se perde no caminho e termina como mais do mesmo, infelizmente, realmente esperava que fosse melhor.

Nota: 6/10

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Esquadrão Classe A – Cenas de Ação nota A

por Vinicius Monteiro, 2 de set. de 2010

Uma equipe de soldados de elite cai em uma cilada e passa a ser caçada pelo exército. B.A. Baracus (Quinto Jackson), Cara de Pau (Bradley Cooper), Hannibal (Liam Neeson) e Murdock (Sharlto Copley) agora precisam provar sua inocência e levar os responsáveis à justiça, antes que ocorra um golpe bilionário aos EUA. Baseado na série de televisão dos anos 1980.

Nunca vi a série original, e eu não botava muita fé nesse filme, mas me surpreendeu muito. Já dito no post sobre “Os Mercenários”, que um filme de ação não precisa necessáriamente de um roteiro bom, em Esquadrão Classe A isso já não decepciona tanto.

Escrito por Skip Woods (A Senha e Hitman), e outros quatro, o roteiro não é primoroso, mas não deixa a desejar, e a direção de Joe Carnahan (produtor de Contatos de 4° Grau) achei interessante. Não podemos comparar com grandes diretores, porque também esse cara só dirigiu outros 2 filmes: “Narc” e “Ticker”, então ele não é muito conhecido, mas acho que não temos o que reclamar do seu trabalho neste caso em particular.

As cenas de ação devem ser resaltadas, pois compõe boa parte do filme. Elas não decepcionam, apesar de usarem muitos efeitos especiais, e alguns meio fracos, porém ainda sim convencem e trazem tensão. Creio que as melhores foram as que envolvem aviões, não lembro de ter visto cenas aéreas tão agitadas por aí, como nesse filme.

O filme conta com um grande leque de atores e atrizes famosos, mas não tão consagrados, e também com o lutador de UFC Quinto “Rampage” Jackson, as atuações em nenhum caso deixou a desejar, ficaram todos no meio termo: nem genial nem vergonhoso.

Esquadrão Classe A é um ótimo filme de ação, extremamente divertido, mas não é nada mais que isso. Se você procura um passatempoe com grandes cenas de explosões, tiros, porrada, então você deve assistir. Recomendo.

Nota:8/10

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Os Mercenários – Melhor Filme de Ação do Ano!!!

por Vinicius Monteiro, 24 de ago. de 2010

Filme de ação sobre um grupo de mercenários contratados para se infiltrarem em um país sul-americano e tirar do poder o ditador descontrolado que o domina. Ao iniciar a missão, eles percebem que as coisas não serão tão fáceis quanto eles imaginavam, e logo se vêem presos a uma intrigante rede de mentiras e traições. Além de seu objetivo principal, a vida de uma inocente é colocada em risco, e os mercenários têm de encarar desafios ainda mais duros, que podem até mesmo destruir sua equipe.

Dirigido e Roteirizado pelo Sylvester Stallone, o filme foi feito para o público fã de filmes de ação. Parece que alguém pegou vários sonhos de fazer um puta filme de ação, os grandes atores de ação, misturaram tudo e fizeram o filme que poderia ser perfeito. Bem, não posso dizer que é o filme perfeito, mas atende a todas as nossas expectativas.

O filme já começa mostrando para o que veio, como um bom filme de ação. Já na introdução, uma cena com tiros, porrada e lançamento de facas, logo depois talvez uma das cenas mais antológicas que eu já vi na minha vida: Sly, Bruce Willis e o Arnold Schwarzenegger juntos numa igreja, um fazendo piadinhas com o outro. Essa cena aliás pra quem acha que ela foi feita só por homenagem, na verdade ela é uma das cenas mais importantes do filme, porque é dela que a história realmente começa.

Com um elenco desses, se tivesse cenas de ação fracas, seria um disperdício total. Ainda bem que isso não acontece. Stallone não teve medo de usar a violência em seu filme, sangue jorrando, por exemplo, é o que não falta. Algo que chama muita a atenção nesse filme são as explosões, que são muito bem aproveitadas e muito bem feitas, talvez seja o filme com mais explosões que eu já vi. O legal também é que os “mocinhos” não só batem, mas apanham bastante também, mostrando que eles são os caras. Eles são bons juntos, o espirito de companheirismo é muito forte nesse filme, os atores parecem ser amigos há muito tempo.

O filme foi até que bem dirigido, mas o roteiro peca, é fraco e não tem história, entretanto, pra quê história num filme de ação? Filme de ação com roteiro, é legal sim. Só que nesse caso não foi necessário, a agitação é tão grande que você não está nem aí para a história.

”Os Mercenários” foi um dos filmes mais esperados do ano e não decepciona, agora se tornou provavelmente a continuação mais esperada pelos fãs do gênero. Se você quer um filme de ação de verdade, com certeza não vai perder o ingresso vendo esse filme. Melhor filme de ação do ano? COM CERTEZA!

Nota:9/10

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A Epidemia: Mais Um Remake Irreconhecível

por Camila Jardim, 21 de ago. de 2010

A Epidemia é um remake irreconhecível de Exército do Extermínio do mestre George Romero. Eu confesso que não assisti o original então não posso comparar, e provavelmente minha opinião seria diferente, já que tenho certa aversão a eles. Mas...

Ah eu gostei! Pronto, falei! Não que vá ficar na minha lista de favoritos, bem longe disso, mas não entraria na minha listinha de filmes horríveis. Por mais que seja um filme igual a tantos outros e muitas vezes estúpido, A Epidemia conseguiu me divertir, mas assim que eu desliguei a TV não lembrava mais de nada. Alguns filmes são puro entretenimento.

O filme conta a historia de uma pequena cidade do interior que foi misteriosamente assolada com um vírus, deixando os infectados extremamente agressivos. O policial David (Timothy Olyphant) e sua mulher Judy (Radha Mitchell), se vêem obrigados a lutar contra seus vizinhos e amigos. A luta pela sobrevivência se complica quando o exército americano chega a cidade para conter a epidemia.

Os infectados parecem zumbis, mas na verdade são pessoas loucas, contaminados por um vírus da raiva, o que confunde é a maquiagem estranha. com olhos coloridos de jacaré e veias grossas saltando. O vírus deixa as pessoas violentas, e sedentas por sangue. Em alguns casos as pessoas atingidas pela epidemia agem de modo mais racional, e em outras vezes puramente por instinto.

Tem muito clichê safado, mas tem muita cena boa também. Só pra dar um exemplo, imagina você preso numa maca, em um lugar com mais dezenas de pessoas na mesma situação, e de repente um cara muito louco aparece, andando bem devagar e assoviando, enquanto arrasta um tridente pelo chão, ao passar do lado dessas macas mata as pessoas que estão ao seu lado, e advinha, você é o próximo!

Depois das primeiras mortes o ritmo fica bem agitado gerando algumas seqüências de perseguição interessantes. Sim tem partes chatas, o começo é meio parado, os mocinhos sempre ganham e pasmem, não tem nada a ver com o original - ahahaha

A Epidemia apela pra um final ridículo, poderia ter sido bom se acabasse dois minutos antes. Uma pena. Mas americano gosta de final feliz né? Ainda aparece uma mensagem intrigante no fim, mas isso vocês assistem.

A Epidemia em um rascunho mal feito é um filme cheio de furos no roteiro, com muito clichê safado e para decepção (ou não) dos fãs de Romero, tem pouco a vê com o original. Mas apesar disso é divertido, com boas atuações e uma seqüência legal de acontecimentos. Este é o tipo de filme que você assiste e meia hora depois já esqueceu. Vale um DVD.

Nota: 6,5/10

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Os Mercenários: Um filme Épico!

por Autor Convidado, 18 de ago. de 2010

Em uma conversa com uma amiga sobre o filme em questão, pergunto a ela o que achou. A resposta foi inesperada. Ela tinha achado engraçadinho. Engraçadinho? Em meio há minutos incansáveis de explosões, facas e balas voando pra lá e pra cá e ótimas cenas de lutas, ela achou apenas engraçadinho.

A diferença de sexo muda completamente a percepção do espectador ao ver uma obra de arte dessas. Com certeza pra mim, ver Stallone e sua turma em Os Mercenários significa uma coisa e para uma bela donzela significa outra. Homens e mulheres gostarão do filme de diferentes jeitos.

Algo válido de ressalva é a façanha que “Sly” conseguiu fazer em sua mais nova aposta: enfiar homens e mulheres nas salas de cinema para ver um filme que até pouco tempo atrás era considerado especificamente filme de macho. Na sala em que assisti tinha até um pai com um bebê de meses em seu colo. Já estava ensinando o que é bom no cinema.

Os Mercenários são: Barney (Sylvester Stallone), seu braço direito Lee Christmas (Jason Statham), o nanico Ying Yang (Jet Li), o desequilibrado Gunner (Dolph Lundgren), o maluco Hale Caesar (Terry Crews), o deprimido em recuperação Toll Road (Randy Couture) e o mercenário aposentado e agora tatuador da gangue Tool (Mickey Rourke).

Eric Roberts, Steve Austin, David Zayas e Gary Daniels formam o exército do mal do filme. A gostosa da vez é a brasileira Gisele Itié no papel da idealizadora e forte Sandra. O elenco ainda conta com a breve aparição de duas lendas dos filmes de ação: Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger, que já vale o ingresso.

A trama não é nenhuma maravilha e nem é para ser. Ela não foi escrita para contar uma bela história, ou nos fazer refletir sobre países de terceiro mundo com políticos tiranos. Ela é simplesmente um pano de fundo para um grande filme de tiro e porrada. O projeto todo foi idealizado como homenagem a esse gênero e a todos os brutamontes que fizeram sucesso atuando nele desde o final dos anos 70 até os filmes mais novos como: Jet Li (O Confronto) e do fodão Statham (Carga Explosiva).

Sou fã do Stallone, o acho um ótimo ator no que se propõe a fazer, um BRILHANTE roteirista e um ótimo diretor. Pouca gente sabe, mas ele também é um ótimo poeta e podemos ver um tom de filosofia em todos os filmes dele, seja num diálogo descontraído dos personagens ou num monólogo, como o do personagem de Mickey Rourke que quase amolece meu coração de pedra ao falar de como estilo de vida deles os tornam monstros sem almas. Um ponto que me surpreendeu no filme é que apesar das centenas de personagens, ele conseguiu dar o mínimo de profundidade a cada um.

Após assistir Os Mercenários, Jean-Claude Van Damme vai se arrepender de não ter aceitado participar do filme. Ele e mais meia dúzia. Mas ainda tem espaço para todos numa possível continuação. Imagina a patota toda contra Jean-Claude Van Damme, Lorenzo Lamas e Steven Seagal!

Enfim, Os Mercenários é Épico. É o único filme de ação que vale a pena tecer comentários após o não menos sensacional Duro de Matar 4.0 de Bruce Willis.

Nota :11/10

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A Origem: Uma Experiência Fantástica

por Camila Jardim, 11 de ago. de 2010

A mente humana é sem sombra de dúvidas uma coisa fantástica. A peculiaridade de cada personalidade e a força do instinto primitivo se perde e se encontra como em um encanto. Ao explorar essa força que se rege sozinha temos geralmente grandes histórias com um vasto conteúdo, que atingem a praticamente todos por sua sacada elaborada ou grosseira, mas que em algum momento se prendem a realidade de cada espectador, dando ao filme a força que ele clama.

Quem me conhece sabe que se tem uma coisa que eu não suporto em filmes são aqueles se baseiam praticamente todo seu processo em um sonho. Especificamente aquele tipo que depois de duas horas de trama confusa o fulano acorda, desperdiçando todas as teorias malucas que você imagina na sua cabeça pra matar a charada.

Não que sejam menos interessantes por se tratarem de sonhos, mas é de certa forma, covarde. Sonho não é realidade, logo tudo que acontece nele, não precisa necessariamente de uma explicação, porque afinal, era tudo um sonho. Tudo pode acontecer em filmes como esse, e enquanto nós tecemos uma linha de conspiração para solucionar o mistério, ele simplesmente não existe.

A Origem seria mais um desses filmes que pra mim perderiam o valor exatamente por usar este elemento, mas Christopher Nolan com toda sua genialidade mais uma vez conseguiu me conquistar. O filme consegue unir a mente humana, os sonhos e efeitos especiais magníficos, atingindo praticamente 99,9% dos que assistem pela inteligência e o labirinto criado.

Em um mundo onde a tecnologia está mais avançada e uma máquina de sonhos é criada permitindo que pessoas sonhem juntas e criem todo um mundo novo, Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) se torna mestre na arte de roubar idéias diretamente da fonte usando esta máquina. Enquanto dormimos, nossa mente entra em um estado extremamente vulnerável criando o ambiente perfeito para Cobb penetrar e extrair as idéias, geralmente em missões pagas por alguém. Depois da morte de sua mulher ele se torna um ladrão foragido que permanece em meio a seus devaneios e dúvidas entre realidade e sonho.

O principal problema do personagem é seu passado. Sua já falecida esposa Mal (interpretada pela talentosíssima Marion Cotillard) aparece o tempo todo em seus sonhos, pregando peças no subconsciente de Cobb o tempo todo. Após ser desmascarado em seu ultimo trabalho, Cobb é coagido a aceitar uma proposta totalmente inusitada de sua quase vítima. Saito (Ken Watanabe) oferece ajuda em meio a seus contatos para limpar o nome de Cobb, mas em vez de roubar uma idéia da mente de alguém ele tem que implantar uma. Por mais que o amigo e parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt) diga que não é possível, Cobb se vê seduzido pela oportunidade de voltar pra casa e rever seus dois filhos e entra de cabeça em uma operação perigosa e desafiadora.

Para isso acontecer ele precisa montar uma nova equipe, assim convence o falsificador Eames(Tom Hardydigam) a se juntar a ele na missão. Eames tem uma grande habilidade de falsificar pessoas. Ao estudar seus trejeitos e personalidade, consegue se materializar em sonho com a aparência do sujeito pretendido. Yusuf (Dileep Rao) é um especialista em “drogas”. O procedimento para sedar os envolvidos no sonho coletivo e faze-los dormir o quanto precisar é responsabilidade dele. Arthur entra com o planejamento da missão e precisa pesquisar minuciosamente o passado e o presente da “vítima” para que a equipe possa criar ilusões com a mínima margem de erros. O elo entre o filme e nós telespectadores é a novata Ariadne (Ellen Page), contratada para o serviço de “criadora de sonhos” após Cobb perder seu Arquiteto.

Por mais que seja confuso em algum momento por ter milhões de informações sendo jogadas na tela a cada segundo, não é completamente absurdo e sem explicação se você parar um segundo pra pensar. Ariadne faz um papel essencial – ou não - no filme, ela está ali pra questionar, gerando explicações sobre tudo o tempo todo. Tirando o final que foi feito pra ter dúvidas, o filme inteiro, ou quase todo, é explicado nos mínimos detalhes.


A quantidade de informações e o ritmo alucinante nos fazem perder coisas básicas e explicadas durante as duas horas e quarenta minutos de projeção. São normalmente descritos todos os processos e as regras. Se prestar atenção, absolutamente nada fica sem uma breve introdução. No final das contas, o que tende a pirar a cabeça é a forma como as mesmas são dadas e o tempo que leva pra processar a informação. Enquanto você tenta entender uma das regras do jogo, a próxima já esta sendo jogada na tela. O que falta é tempo pra assimilar o que lhe foi mostrado.

A Origem é escrito, produzido e brilhantemente dirigido por Christopher Nolan, responsável por pérolas como o fantástico “O Grande Truque”, “Amnésia” e o magnífico “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Nomeado a 42 prêmios, inclusive uma indicação ao Oscar, levou 36 deles pra casa. Mais um filme para consagrar a carreira brilhante de Nolan, que inteligentemente barrou o artifício 3D no filme por achar que distrairia muitas das pessoas, tirando todo o foco da história. Acertou em cheio Sr. Nolan. Parabéns por não aderir a esta moda, que na maioria das vezes não tem propósito algum, mas se pensarmos por um segundo seria no mínimo interessante ver o mundo dos sonhos sendo criado em três dimensões.

A escolha da trilha sonora é surreal, tendo usos diversos durante toda a trama. Por vezes feita pra emocionar, outras para criar tensão e assustar, ela ainda conduz as cenas de ação como se fosse um personagem vivo. Os efeitos especiais são quase reais. Em nenhum momento se percebe qualquer recurso computadorizado, fazendo crer que aquilo realmente foi filmado daquele jeito. Palmas e mais palmas. O filme consegue se tornar fantástico somente pelo efeito que causa em quem assiste, causando êxtase total.

O elenco é escolhido a dedo, tendo como grande parte, rostos conhecidos no mundo inteiro, e a outra parcela dona de um talento absurdo. Leonardo DiCaprio foi a primeira e única escolha do diretor, seu personagem lembra muito Edward Daniels, seu personagem em “A Ilha do Medo”. Definitivamente não é o melhor personagem de sua carreira, mas inevitavelmente irá lhe render muitos frutos.

Nolan ainda considerou interpretar Arthur, mas desistiu devido à falta de compatibilidade de tempo. Ao contrário da jovem Ellen Page, que só foi escolhida em decorrer da desistência de outras atrizes, e que talvez seja o ponto mais fraco do enorme quebra-cabeça que é o filme. Nolan queria Evan Rachel Woods, mas esta não aceitou o papel, o que o fez considerar ainda Emily Blunt, Rachel McAdams e Emma Roberts. Porém, acabou ficando com Ellen, que faz um ótimo trabalho, mas não a altura de seus companheiros.

Tenho que confessar que por poucas vezes achei cansativo e, acredite se quiser, um tanto previsível. Não a história em si, mas algumas cenas. O mundo dos sonhos e do subconsciente é incrível, e nas mãos de Nolan virou quase uma religião. Por mais que alguns considerem o melhor filme da década, fica ainda minha dúvida. Apesar de não conseguir definir nem um top três de favoritos, ainda acho que em “O Grande Truque” Nolan foi melhor. A Origem te ganha em todos os detalhes e é grandioso devido ao imenso elenco estrelado e efeitos especiais de tirar o fôlego. Como antes citei: o complicado fica por conta da velocidade em que a informação chega e não na informação –ou falta dela- em si.

O desfecho do filme deixou todo o cinema de boca aberta e cabeça girando. Eu e um amigo que me acompanhou começamos a formar teorias e descobrir a faceta do filme, criando algumas baseadas nas informações que tínhamos entendido e lembrado. Como li por ai, cada qual acha que entendeu uma coisa, mas seja qual for (tirando a alternativa do meu amigo), o filme termina de forma triunfal.

ATENÇÃO SPOILER – a seguir uma teoria sobre o final do filme, leia por sua conta e risco...

Enquanto meu amigo dizia que tudo não passou de um sonho desde o começo, e que tudo que aconteceu depois é simplesmente fruto da piração do limbo. Já eu, imaginava que tudo foi real até a hora que eles acordam no avião. Cobb e Saito ficaram presos no limbo e o que passou depois foi apenas fruto da projeção dos sonhos. Fato pra mim explicado quando o peão não para de rodar, mas se prestar bem atenção o corte abrupto da cena para o surgimento dos créditos não da o tempo necessário para o peão tombar pro lado, o que gera a grande dúvida de praticamente todo mundo. Afinal ele voltou ou não pra realidade? Dando uma pesquisada achei algo que somente revendo o filme serei capaz de perceber: Cobb só usa sua aliança enquanto sonha, logo o final sem a aliança sugere uma realidade.

Depois de pensar por algum tempo compreendi que a complexidade do final não estava no quando, onde e porque, estava na brilhante idéia de criar um final que agradaria a todos. Pense bem, os otimistas seguidores de finais felizes tipicamente hollywoodianos pode acreditar que o peão poderia ter caído se o filme não tivesse acabado, e que Cobb viveria feliz pra sempre com seus dois filhos. Os mais pessimistas e fanáticos por um final não convencional simplesmente aceitam que o peão continuou rodando indefinidamente, caracterizando que Cobb ficaria pra sempre preso em seu próprio sonho. Não é brilhante?

Mas o que poucos percebem é que o final pouco tem a ver com os sonhos ou a realidade propriamente dita. Se pensar bem o que verdadeiramente marca o incrível final é a mudança do personagem, Cobb passa todo o filme com uma arma apontada pra cabeça enquanto o peão gira, a ponto de se matar imediatamente caso o mesmo não tombe pro lado. Ao deixar o peão rodando e ir ver seus filhos, Cobb se mostra um homem que já não se importa em que realidade está, a única coisa que interessa pra ele é ser feliz revendo suas crianças. O subconsciente já não quer mais saber se aquilo é um sonho ou se é a realidade, o presente e o sentir têm mais valor do que qualquer percepção de plano quer seja real ou imaginário. Não percebi isso na hora, mas agora de certa forma faz sentido não faz?

ATENÇÃO FIM DO SPOILER – a partir daqui pode ler sem medo...

O filme veio suprir a falta de criatividade do cinema atual, utilizando um dos temas mais antigos e complexos do mundo e aliando a tecnologia sem exagerar. Extremamente divertido e bem elaborado, um elenco competente com luz própria, e efeitos especiais que não abusam da boa vontade do espectador.

Christopher Nolan criou um mundo inteiro de sonhos e o destruiu na mesma proporção com imagens incríveis, o final dúbio só caracteriza ainda mais a genialidade deste diretor. A Origem estreou em 16 de julho de 2010 liderando a bilheteria americana e gerando mais de 500 milhões de dólares até o momento deste artigo.

Altamente recomendado a todos os tipos de pessoas e gosto, é certeza de uma experiência incrível e de uma viagem fantástica ao mundo maravilhoso de Nolan. Não perca tempo e garanta seu lugar no cinema. Espere o DVD apenas para ver pela segunda vez e confirmar ou derrubar suas teorias. Apesar de considerar o filme sensacional e realmente o melhor do ano, não me empolgo a ponto de considerar melhor da década, mas sem sombra de dúvidas deixará sua marca na história do cinema.

Qual é o parasita mais resistente? Uma idéia. Uma simples idéia da mente humana pode construir cidades. Uma idéia pode transformar o mundo e reescrever as regras.

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A Origem: A Obra Prima de Christopher Nolan

por Vinicius Monteiro,

Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um habilidoso ladrão na arte da extração, roubando valiosas informações nas profundezas do subconsciente da pessoa durante seus sonhos, que é a hora onde a mente fica vulnerável. Isso faz Cobb ser um jogador cobiçado nesse traiçoeiro mundo da espionagem corporativa. E agora uma redenção foi oferecida para ele, o último trabalho pode trazer de volta sua vida normal, mas o que ele e sua equipe devem fazer é plantar a idéia na pessoa. E isso requer um plano muito cuidadoso, pois qualquer falha pode acabar com a missão de uma maneira indesejada. Algo que só Cobb pode prever.

Christopher Nolan foi um gênio nesse filme, é uma aula cinematográfica, com um roteiro primoroso, ele nos trouxe num mundo onde a todo instante refletimos o que a nossa mente e nossos sonhos podem nos trazer. Um dos trabalhos do diretor é extrair o máximo dos atores que ele escolhe para atuar no seu filme, você que assiste filmes conhece muito esses atores e também o enorme potencial de cada um, nesse filme nenhum deles decepciona.

Leonardo DiCaprio, não podemos falar que é o melhor papel dele, porque o mesmo também participou de trabalhos geniais com outros grandes diretores, mas ainda assim manda MUITO bem nesse filme. Ellen Page faz você esquecer que ela fez Juno, com um papel bem mais sério e mais maduro. Joseph Gordon-Levitt é muito “motherfucker”, participando das melhores cenas de ação, mandando porrada em um monte de gente.

O filme é bem agitado, cenas de ação, ótimos efeitos especiais e trilha sonora que traz uma tensão enorme em toda sua duração. O mais incrível é como o filme explica como o tempo passa no sonho, cinco minutos se tornam uma hora no subconsciente, enquanto assiste ao filme no cinema parece que você também tem o tempo passando numa realidade diferente. Com 2h30 de duração parece que se passaram apenas trinta minutos, você acaba querendo mais daquilo.

“A Origem” provavelmente será um dos filmes indicados ao Oscar pelo menos nas categorias: Melhor filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Diretor. Então já se preparem para ver um filme que vai marcar a sua vida, é quase certo sair da sala de cinema ou levantar da poltrona da sua casa refletindo e MUITO! A Origem é RECOMENDADÍSSIMO!!!!!

Nota: 10/10

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