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Drop Dead Diva - A Série

por Juliano F, 3 de set. de 2010

Em uma mesma cidade, dois acidentes acontecem ao mesmo tempo. A loira e burra Deb Dobkins, uma aspirante a modelo, bate o carro em um caminhão de frutas e morre, já a advogada gordinha Jane Bingum na tentativa de defender seu chefe de um atirador, leva um tiro e também morre.

Ao chegar no céu Deb descobre que não fez nada de significativo para saber se a mandam para o Céu ou o Inferno, e então, contrariada por ter morrido, ela engana o anjo Fred, que a está recebendo, e manda sua alma de volta ao mundo. Aí começa o problema, a alma de Deb vai parar no corpo de Jane, e então ela se dá conta da burrada que cometeu.

Loira, corpo de modelo, mas burra, Deb não se conforma de ter caído no corpo de uma gordinha, sem nenhum tipo de vaidade. Porém, Jane é uma gande advogada e extremamente inteligente, e ao assumir o corpo de Jane, Deb fica com sua inteligência e os conhecimentos jurídicos, e dessa forma, mesmo sem querer, passa a fazer seus grandes feitos ao mundo.

Ao voltar para o mundo, Jane só divide seu segredo com duas pessoas, a melhor amiga de Deb, Stacy e o próprio anjo Fred, que como castigo por ter participado em ter mandado a alma de Deb de volta, fica como anjo da guarda, e vigia, da protagonista. Grayson, que também é advogado, é o noivo de Deb, e fica perturbado com a morte dela, e no desenrrolar da estória ele acaba trabalhando no mesmo escritório de Jane. Esta, tem que aceitar conviver com seu grande amor, sem contar o seu segredo, para não criar uma crise.

A série é estrelada por Brooke Elliot, uma atriz até então desconhecida, entretanto com grande talento. Ela canta, dança, gesticula muito e atua graciosamente, nada exagerado, você tem a sensação que a personagem é uma pessoa real. Os destaques ficam para as caras que Jane faz expressando seus sentimentos. Foi criada por Josh Berman, que anteriormente já havia escrito alguns episódios de CSI e Bones, e faz a transição para a comédia com sucesso.

No elenco fixo, só atores desconhecidos, exceto por uma ou outra aparição em séries ou filmes maiores, e além de Brooke Elliot, temos:
-Margaret Cho, interpreta Teri Lee, assistente de Jane;
-Jackson Hurst, como Grayson;
-Kate Levering, como Kim Kaswell, advogada no mesmo escritório de Jane, poderia ser considerada a antagonista da série, mas não o é;
-April Bowlby, como Stacy Barret, melhor amiga de Jane/Deb;
-Josh Stamber, como J. Parker, sócio majoritário do escritório de advocacia;
-Ben Feldman, como o anjo Fred.

Já nas participações especiais, Paula Abdul, Rosie O'Donnell, Leleee Sobieski, Liza Minnelli, entre outros. Foi justamente a possibilidade de poder chamar quem quisesse para participar da série é que levou Josh Berman a escrever seu próprio show.

As situações mais inusitadas dentro do tribunal, casos jurídicos inimagináveis também fazem parte do show, que já teve pendências envolvendo de tudo, de paranormais à palhaços. É riso certo! Também não há como não torcer para Jane quando ela de alguma forma tenta se aproximar de Grayson, é o único drama da série, mas lembrando que se trata de uma comédia, então, nada de rios de lágrimas!

Em sua segunda temporada nos EUA, a série que também é apresentada no Brasil pelo canal a cabo Sony, e deve muito provavelmente ser renovada para uma terceira temporada em 2011 pelo canal Lifetime.

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Glee - A Série

por Juliano F, 2 de set. de 2010

O que acontece quando se junta música, jovens atores da Broadway, personagens cheios de clichês, um roteiro afinado e não estamos falando de cinema? Você tem a série mais lucrativa, surpreendente, viciante e "kick-ass" do ano.

Inicialmente Glee foi escrita para ser um filme, porém seu criador Ryan Murphy (Popular, Nip/Tuck) segurou o roteiro por 4 anos, resolvendo então adaptá-lo e oferecê-lo a Fox como uma série televisiva.

Sem questionar a emissora encomendou um episódio piloto, e o exibiu após a grande final do American Idol de 2009. Foi o suficiente para garantir mais 12 episódios para a primeira temporada. Esta estreiou oficialmente em 21 de setembro de 2009 e não demorou muito para que o sucesso a garantisse por três outros anos.

A série gira em torno do coral do colégio McKinley High's, que é dirigido por Will Shuester (Matthew Morrison), professor de espanhol e ex cantor de coral. Quando ele assume o cargo, inicia um processo de seleção para os novos integrantes, e é aí que a história começa e o grupo se forma composto pelos "esquisitos" do colégio. E estes são:

- Rachel Berry (Lea Michele), garota judia, filha de pais homessexuais e obcecada pela fama;
- Artie Abrams (Kevin McHale), garoto nerd e paraplégico;
- Mercedes Jones (Amber Riley), garota negra e gordinha;
- Kurt Hummel (Chris Colfer), fashionista, gay e extremamente afeminado;
- Tina Cohen-Chang (Jenna Ushkowitz), garota tímida, se veste de forma estranha e finge que é gaga para que os outros se afastem dela.

O desenrolar da trama, mostra Finn Hudson (Cory Monteith), capitão do time de futebol americano, que gosta de cantar, mas não faz isso com medo do que os seus amigos acharão, acaba entrando no coral do colégio e enfrenta uma série de hostilidades por parte daqueles que se diziam seus amigos. A entrada de Finn no grupo, acaba trazendo mais três integrantes:

- Noah Puckerman (Mark Salling), também chamado de "Puck", melhor amigo de Finn;
- Matt Rutherford (Dijon Talton), jogador do time de futebol americano;
- Mike Chang (Harry Shum Jr.), jogador do time de futebol americano, oriental e ótimo dançarino.

Como o coral faz parte do colégio, para ele poder funcionar, o diretor pega uma parte da verba das líderes de torcida e destina a eles, com isso acende a raiva de Sue Sylvester (Jane Lynch), que é extremamente preconceituosa e adora julgar tudo e todos com sua ironia e sarcasmo sempre presente. Ela manda que suas três melhores Cheerios - como são chamadas as líderes de torcida - entrem no coral para poder sabotá-lo, sendo:

- Quiin Fabray (Dianna Agron), capitã das líderes de torcida e presidente do clube do celibato;
- Santana Lopez (Naya Rivera), de origem espãnica é o braço direito de Sue Sylvester;
- Brittany Woods (Heather Morris), é a típica "loira" burra, está sempre viajando.

O roteiro é gerado pelas relações entre os personagens e suas funções na pirâmide social do colégio, e tudo se desenvolve com base no preconceito e na cultura pop. O grande diferencial desta série, são as incríveis apresentações musicais do coral.

Pela voz do grupo já passaram Beyoncé, Lady Gaga, Madonna, Bonnie Tyler, U2, Bon Jovi, Queen, entre outros. A série também já recebeu a participação especial de diversos artistas, como: Olivia Newton John com sua célebre Physical, Neil Patrick Harris, Molly Shannon e Kristin Chenoweth. Essas músicas são colocadas a venda nas lojas de música digital (Amazon e Itunes) e em instantes se tornam as mais vendidas.

Glee é uma série descompromissada, e a trama é simples, não exige que o espectador fique criando milhares de deduções, e apesar de ter uma história na temporada toda, cada episódio tem um tema distinto. Estes temas que justificam quais músicas serão cantadas no episódio, quase sempre com lições escondidas nas letras.

Há também os episódios especiais, que vez ou outra fazem homenagem a algum artista. Na primeira temporada tivemos um especial Madonna, sendo que este foi apoiado pela própria artista, tendo músicas só dela. Na próxima temporada a homenageada será Britney Spears, que inclusive participará atuando no episódio.

O primeiro volume da primeira temporada já está disponível em DVD e é exibida pela Fox do Brasil, infelizmente na versão dublada. Vale ao menos assistir um dos episódios para ver se gosta, antes de julgar. Não seja preconceituoso! Certo?

A série já conseguiu ser indicada em todas as grandes premiações americanas, e este ano já levou o Globo de Ouro de melhor comédia, além de 4 Emmys, salientando o de melhor atriz coadjuvante em comédia para Jane Lynch, além de 5 Satellite Awards, 3 Teen Choice Awards, o prêmio de melhor série de comédia pelo People Choice Awards e outros prêmios, totalizando 37 prêmios recebidos.

Enfim, se você está procurando algo só para se divertir e dar umas risadas, ou gosta de uma boa música, esta é a pedida. A série é apresentada no Brasil e nos EUA pelo canal Fox, porém os direitos da série foram adquiridos pela Rede Globo, que não possui previsão de exibição em rede aberta. Tem apenas dois perigos, um é você viciar, e o outro é pegar o controle remoto e sair cantando por aí, acreditando que ele é um microfone!

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Weeds - 06x01 – Thwack

por Camila Jardim, 17 de ago. de 2010

O sexto ano começa com uma recapitulação da quinta temporada, ou pelo menos os momentos decisivos da mesma. Ao final do último capítulo víamos Shane acertar Pilar na cabeça com um taco de críquete, ou melhor, martelo - ahahahaha.

Pilar cai na piscina que se tinge imediatamente de vermelho enquanto Nancy fica sem qualquer reação. A cena é tão impactante que ela nem ao menos pisca, enquanto isso Shane divaga sobre a diferença entre martelos e tacos, e solta vez ou outra piadinhas sobre a defunta.

Nancy literalmente arrasta Shane da festa e o coloca na limusine onde Silas está esperando. O já não mais inocente Shane solta várias frases com trocadilhos infames sobre a morte de Pilar, o que deixa Silas curioso e Nancy ainda mais chocada. Ela bebe todo o estoque de vodka do carro de luxo claramente atordoada, pra mim é a melhor cena do episódio, as expressões da ex-traficante são hilárias.

Ao chegar em casa falando um espanhol pobre, Nancy pede que Lupita arrume as coisas do bebê Steve e as dela, pois precisam partir em 5 minutos pra nunca mais voltar. Esta cena também rende umas boas gargalhadas, Nancy enchendo os braços de mamadeiras e garrafas de vodka, é impagável.

Enquanto a mãe arruma as coisas do lado de dentro da casa, Silas cada vez mais curioso insiste para que Shane conte o que aconteceu na festa, este explica com toda a calma do mundo, ou até um pouco de entusiasmo o que ocorreu enquanto joga hockey de mesa:

“Matei Pilar com um martelo de críquete. Na piscina. Ela ia nos matar, então dei fim na vadia. Bem na cachola. Thwack! Splash! MORTA! Vai jogar? Essa foi direto. Você é horrível nesse jogo!”

Silas não acredita no que ouve e logo conclui que Shane é um psicopata. Uma cena carregada de humor negro, simplesmente perfeito. A mudança de Shane de garoto inocente e responsável para um assassino sem remorsos é assustadora.

Depois que Nancy junta todas suas bugigangas e guarda no carro, Silas vai entrar no banco de trás e se sucede outro grande diálogo:
Silas: Chega pra lá.
Shane: Passa por cima.
-Eu não vou sentar na pilha, chega pra lá.
-Eu já coloquei o cinto.
-Então tira e vai pro meio.
-Você não vai querer brigar comigo, sabia?
Nancy chega dando chutes e gritando: Vai pra lá AGORA!!!
Shane: Qual o lance entre você e tanta violência?
Nancy: Não vem com essa de “sou um assassino” nesse carro. Isso é inaceitável!
Lupita: Você é um assassino?
Shane: Eu não gosto de rótulos.

Enquanto isso na festa, três amigos bêbados brincam de pular do telhado e mergulhar na piscina, uma grande surpresa espera por eles de baixo da proteção da mesma. Nancy segue com os filhos para Ren Mar para pegar a chave da van com Andrew.

Andrew está sendo um covarde do lado de fora da casa, enquanto sua noiva Audra está sendo mantida refém por um cara que é apaixonado por ela. Nancy e o cunhado discutem, ela está impaciente e ele não cansa de falar sobre o quanto ele foi covarde.

Você bebeu?
Meu filho matou uma pessoa.
É justo.
Apesar de Nancy continuar hilária nessas cenas, a história fica um pouco arrastada. Audra e Gayle discutem no interior da casa, ela amarrada na cadeira e ele com um arco e flecha na mão. Uma luta engraçada se segue enquanto várias discussões paralelas acontecem.

Nancy avisa que vai fugir com os filhos e acaba por dizer que quer Andrew com eles. Audra termina com Andrew que embarca mais uma vez na aventura da “amada”. Na casa onde aconteceu a festa o mafioso assiste ao vídeo do homicídio, enquanto ameaça o cara que viu a fita.

A cena final é de uma intensidade absurda. Depois de Nancy jogar a arma do crime pela janela, ela ajusta o retrovisor e enquanto todos dormem Shane mantém os olhos abertos e estáticos. Nancy assim como todos o que assistem, sente um medo crescente de que, esta temporada vai ser de matar!

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Rolling Stone de Setembro: Elenco de True Bood nús na capa

por johnny,

A Rolling Stone mais uma vez traz em sua capa uma foto polêmica. Desta vez são os sexy protagonistas da série norte americana True blood. Como de costume a revista adora provocar o público com capas ousadas e provocantes e desta vez acertou na mosca. Como a série contém muitas cenas de sexo intenso e voraz, alem de retratar os vampiros de uma forma mais humana, a transformou numa das mais cultuadas dos últimos anos.

A edição de setembro traz na capa os protagonistas Anna paquim (a telepata Sookie, a Vampira de X-MEN), Alexander Skarsgard (o vampiro bonitão Eric) e Stephen Moyer (o vampiro apaixonado Bill) completamente nus e ensanguentados - na imagem Moyer aparece com as mãos cobrindo os seios de Anna. Na vida real eles são noivos!

A sensualidade da capa transparece o espírito sexual da série de uma forma tão verdadeira e intensa que nem precisaria de texto algum, as imagens falam por si só. A verdade é que uma série que quebra os padrões das histórias vampirescas, em que os vampiros deixam de ser seres sedentos por sangue humano e assexuados deve ser tratada como revolucionária para a cultura dos solitários e imortais vampiros.

A Rolling Stone talvez tenha a intenção de mostrar como a série seguirá influenciando outras obras futuras a respeito dessas criaturas tão misteriosas e fascinantes e nós, simples mortais, não nos cansamos nunca de admirá-los na sua maior infinitude.

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House M.D - A Série

por Vinicius Monteiro, 16 de ago. de 2010

Considerada a série médica mais conceituada da tv, House M.D é sucesso entre crítico e possui uma legião de fãs fiéis, e estes fazem da série o grande sucesso que é. Criada por David Shore, e inspirada na coluna Diagnósticos (The Diagnosis Column) da Revista New York Times, fala sobre casos médicos estranhos e raros. A série teve sua estreia em Novembro de 2004 nos EUA, mantendo uma ótima audiência ao longo de suas temporadas.

A série tem como protagonista o ator Hugh Laurie interpretando o médico Gregory House. Neste papel, sua atuação lhe rendeu duas vitórias consecutivas no Globo de Ouro como melhor ator de série Drama (2006 e 2007), além de diversos outros prêmios e nomeações.
Dr. House foi inspirado no famoso personagem de Sherlock Holmes, diferenciando-se na forma de resolver seus diagnósticos e na personalidade peculiar, e nas semelhanças como o sarcasmo afiado, mau humor e comportamento antissocial. Estas características são influenciadas também por seu problema na perna, um enfarte na coxa direita, o que faz de House um viciado em remédios (Vicodin), na tentativa de amenizar sua dor.

Junto ao Dr. House sempre esteve uma equipe de jovens médicos que tinha de aturá-lo e principalmente ajudar nos diagnósticos. Sua primeira equipe dura às três primeiras temporadas, e é formada pelos personagens: Cameron (Jennifer Morrison), Chase (Jesse Spencer) e Foreman (Omar Epps).

Durante o quarto ano de exibição o time de médicos muda totalmente, saem Cameron e Chase e entram Taub (Peter Jacobson), Thirteen (Olivia Wilde) e Kutner (Kal Penn), este último saindo antes do término da mesma. E ainda na sexta temporada vemos o retorno de Chase.
Outros personagens importantes e fixos na série são: Dr. Lisa Cuddy (Lisa Edelstein), a diretora do hospital que sempre está discutindo com o House e Dr. James Wilson (Robert Sean Leonard), oncologista e melhor amigo de House. Curiosamente Robert foi o primeiro ator do elenco a ser chamado para a série.

Até o seu terceiro ano, House M.D melhorava a cada episódio. A terceira temporada foi incrível, tendo como ponto forte os casos que emocionavam muito. Embora a quarta temporada tenha sofrido diversas mudanças ocasionando dúvidas quanto a qualidade da série, não foi um fracasso total, melhorando na reta final. Entretanto não se manteve no mesmo ritmo do terceiro ano. Já na quinta temporada com a equipe fixa melhorou novamente, se igualando ao nível do início do seriado.

O sexto ano sem dúvida alguma foi o melhor, a equipe antiga se junta a nova e a trama fica ainda mais surpreendente com ótimos casos mostrados e mais histórias entre os personagens. A série chega ao seu ápice nestes 21 episódios, conquistando ainda mais fãs.

Além dos dois prêmios no Globo de Ouro para o ator Hugh Laurie, House M.D. faturou muitos prêmios, confirmando sua excelência e popularidade entre críticos e público. Para confirmar como a série é boa, House foi nomeada 79 vezes a diversos prêmios, ganhando 35 deles. Entre os mais importantes estão: três estatuetas no Emmy Awards (2007, 2008 e 2009), duas no Satellite Awards (2005 e 2006), dois prêmios no Screen Actor Guild Awards (2007 e 2009) e especialmente no ano de 2010 no People’s Choice Awards, eleita pelo público como “Melhor série Dramática” e “melhor ator de série Dramática”.

House mescla muito bem o drama com pitadas de um humor sarcástico, usando principalmente para quebrar o gelo da tensão com uma piada, fazendo os episódios não ficarem somente naquele mesmo clima pesado, assim, nos poucos 40 minutos que dura cada episódio você experimenta vários tipos de emoções. Mesmo tendo como base os casos médicos, a série tem uma trama que vai se desenrolando em cada um, criando um eixo entre eles, mas, não é a trama que vai te puxar para assistir o próximo capítulo, e sim a vontade de ter todos esses sentimentos misturados de novo. Assistir House é uma experiência única.

O sétimo ano de House está confirmado para setembro deste ano (2010), sendo aguardada ansiosamente por todos os fãs fanáticos.

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Skins - A Série

por Camila Jardim, 13 de ago. de 2010

Imagine o seriado global Malhação em seus tempos de glória, agora, adicione muita droga, sexo e música eletrônica, misture bem, acrescente jovens atores talentosos e um roteiro bem elaborado, e pra finalizar ponha uma pitada de sotaque britânico, pronto, isso é SKINS.

A série inglesa acompanha a vida de um grupo de amigos da cidade de Bristol, os jovens têm idade variada de 16 aos 18 anos. As histórias são diversas, tratando o adolescente como uma pessoa real e não como enlatado da revista CAPRICHO. Skins aborda diversos dramas familiares, drogas, sexualidade, regras, amizade, amores, estudo, autoridades, virgindade e sexo. Apesar de tratar de temas delicados com extrema naturalidade, a série é direcionada ao público mais jovem, mas permite ser adorada também pelos mais velhos em razão da intensidade convincente do roteiro.

Criada por Bryan Elsley e seu filho Jamie Brittain, Skins a série estreou em Janeiro de 2007. Com no máximo de 10 episódios por ano, Skins mantém um formato único, renovando seu elenco inteiro a cada duas temporadas. Cada episódio leva o nome de um personagem e geralmente tem um roteirista diferente para cada capítulo. Isso permite a grande riqueza de detalhes na personalidade, nas roupas, no modo de falar e de agir, todo personagem é singular.

O formato das séries geralmente permite um contato maior por parte dos fãs que se apegam aos personagens mais facilmente do que em um filme que dura uma hora e meia, por exemplo. Em um seriado o telespectador tem a oportunidade de crescer junto com o personagem e acompanhar suas aventuras, dramas e amadurecimento, isso gera amor ou ódio profundo, marcando esses atores pro resto da vida. Por essa razão qualquer alteração drástica, como morte ou saída de personagens da trama causa grande comoção entre os fanáticos.

Skins decidiu brincar com fogo com a renovação plena de seu elenco no terceiro ano da série, uma jogada completamente arriscada que tinha tudo pra dar errado, mas não deu. Por mais que existam fãs que jurem fidelidade à primeira geração da trama, outros continuam fies a série e surgem ainda novos aficionados a cada ano.

O grande problema neste formato inusitado seria a demora na identificação com os novos atores que por mais que sejam bons, sempre leva alguns episódios para descobrir uma conexão ou o carisma dos mesmos. Os poucos capítulos de quarenta minutos quase não possibilita esta conexão plena entre telespectador e personagem – quase.

Toda a trama de Skins é muito bem elaborada e sem falsos moralismos. Jovem faz sexo, sai de balada e bebe até cair, foge de casa, briga com os pais, os amigos, o cachorro, adolescentes são dramáticos e a série consegue capturar todas as características desta fase. Sem pudor algum o telespectador é convidado a fazer parte de um mundo completamente louco, pouco se acha e muito se perde. Skins também ganha pontos por transformar seus bonitões em vegetais em instantes e matar com extrema maestria personagens queridos e importantes do público.

É difícil superar o carisma do bobão do Sid (Mike Bailey), do adorável e viciado Chris (Joseph Dempsie), do babaca conquistador Tony (Nicholas Hoult), da estudiosa Jal (Larissa Wilson), do hilário e tarado Anwar (Dev Patel), da completamente pirada Cassie (Hannah Murray), do querido Maxxie (Mitch Hewer) e a bonita Michelle (April Pearson ). Um elenco incrível que revelou grandes atores como Dev Patel protagonista de “Quem Quer Ser um Milionário”. Talvez pelo fato de ser novidade, esta primeira geração estará sempre entre os melhores e favoritos dos fãs.

Kaya Scodelario interpreta Effy, irmã de Tony, é a única da primeira geração a integrar o elenco da segunda. Nos primeiros anos ela fazia algumas participações como menina esquisita que entrava muda e saia calada, sempre fugindo e se drogando. Já na segunda geração Effy rouba a cena se tornando a principal personagem de toda a história de Skins. Neste novo elenco temos pérolas como Jack O'Connell intérprete de Cook, garoto de bom coração que é revoltado e agressivo, que tem como melhores amigos o doce e problemático JJ(Ollie Barbieri) e o “bonitão” e centrado Freddie (Luke Pasqualino).

As gêmeas Megan e Kathryn Prescott, Katie e Emily respectivamente, protagonizam episódios divertidos e dramáticos ao extremo. Emily tem um caso com Naomi (Lily Loveless) que é revoltada e introspectiva, assim como Maxxie na primeira geração, as duas protagonizam a trama gay do seriado. Temos ainda a destrambelhada Pandora (Lisa Backwell) e o juizado imigrante africano Thomas (Merveille Lukeba). A série conseguiu conquistar novos telespectadores e prende-los em frente a tv com episódios incríveis. Não teve consistência em todos os episódios, mas conseguiu acabar de forma triunfal, deixando todos chocados com a conclusão escolhida.

A série está entrando em seu quarto ano e a terceira geração de atores já está sendo apresentada ao público. Com previsão para janeiro de 2011 a série passa no Brasil no canal VH1. Foi indicada a dez prêmios e ganhou três deles, inclusive melhor Drama.

Skins é divertida e dramática, mostra situações reais de um jovem de verdade no mundo atual, e além de revelar jovens atores a série serve de exemplo do que NÃO fazer. Um grande retrato dos adolescentes e do que o mundo se tornou. Skins é diversão, mas de alguma forma também serve pra abrir a mente.

Nota: Uma versão americanizada já está em produção e passará na MTV gringa. (Que medo)

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Weeds - A Série

por Camila Jardim, 12 de ago. de 2010

Aclamada pela crítica e público, Weeds é uma comédia de humor negro que teve sua estréia no canal Showtime em agosto de 2005. Se você não gosta é porque provavelmente nunca viu, então pegue esta como uma oportunidade para conhecer uma das melhores séries de comédia já produzidas.

A história é centrada em Nancy Botwin (Mary-Louise Parker), uma típica dona de casa do subúrbio, que se vê em maus lençóis quando seu marido morre inesperadamente de um ataque cardíaco. Sem ter como manter o mesmo padrão de vida que os dois filhos, Silas (Hunter Parrish) e Shane (Alexander Gould) estão acostumados, ela se torna uma traficante de maconha, tendo como principais clientes, seus ricos vizinhos. Tudo complica quando seu cunhado Andy (Justin Kirk), um vagabundo e viciado, vem morar com eles.

Criada por Jenji Kohan, Weeds foi inspirada pelo crescimento do cultivo da maconha na Califórnia, tudo em razão da comunidade médica, que usa a erva para fins terapêuticos. A música de abertura é quase uma personagem recorrente na história. Little Boxes foi escrita por Malvina Reynolds em 1962, e se encaixou perfeitamente na proposta da série, sendo interpretada por 20 artistas diferentes depois da terceira temporada. Junto a Little Boxes, a introdução possui uma foto de um subúrbio da Califórnia chamado Calabasas, onde o crescimento desenfreado do mesmo é mostrado de forma sutil, com todos os carros iguais, as pessoas se vestindo da mesma maneira e fazendo coisas iguais.

Ao se pensar no tema “maconha” as pessoas ficam alarmadas com a proposta da série, geralmente julgando sem ao menos ver qualquer episódio. O fato de Nancy vender a droga simplesmente é um estopim para diversos temas e valores que são abordados durante o decorrer da série. Hipocrisia, vício, preconceito, valores familiares, amizade, amores e muito mais, são temas jogados na cara do telespectador o tempo todo, satirizando com um humor negro apaixonante.

Weeds é um humor negro sensacional e viciante, impossível parar depois que começa a ver. Muitas coisas são como um soco no estômago pra muita gente hipócrita e o resto é diversão. Não tem como não rir com a série, acontecem situações absurdas o tempo inteiro, não poupando quem assiste, é gargalhada na certa com Nancy vivendo um verdadeiro inferno a cada episódio.

A grande sacada da série também fica por conta da vida que muitos ricos que moram no subúrbio levam. Viver de aparências é uma coisa comum desde sempre, Weeds explora isso com um humor incrível. Célia Hodes (Elizabeth Perkins) tem a maior contribuição deste tema dentro da série, ao mesmo tempo em que é careta também é picareta. Faz a filha ser, se vestir e dizer o que ela quer o que ocasiona momentos hilários já que, a menina é quase um moleque. Célia é a mãe rica do bairro, que vende a imagem da família perfeita sem problemas, onde tudo são flores, mas, dentro de casa as coisas são diferentes.

A personagem de Célia é insuportável, ela causa metade dos problemas de Nancy e do resto da cidade. Altamente preconceituosa e metida a moralista, cria situações absurdas em razão disso. Durante as cinco temporadas apronta e sofre de tudo, passa por câncer, seqüestro, traição, apanha, fica pobre, mas nunca deixa de ser a megera da série. Elizabeth Perkins era a maior parte de comédia do seriado, o qual deixa de fazer parte na sexta temporada. Fará muita falta com toda certeza.

Temos ainda Doug Wilson (Kevin Nealon), o maior comprador do estoque de ervas de Nancy. Um entediado rico de meia idade, que arruma diversas confusões e garante boas risadas sempre que aparece. Seu “amigo” e companheiro de confusões é Dean Hodes (Andy Milder), marido de Célia, que apesar de ser um cara legal sempre se mete em enrascadas. Silas é o filho mais velho de Nancy, que é meio revoltado, porém responsável, decide seguir os passos da mãe depois de descobrir que ela trafica maconha, o que garante um bocado de histórias absurdas e risadas. Shane é a grande revelação, o garoto começou a série com 11 anos e passou grandes transformações junto com seu personagem. Hoje com 16 anos é o mais prejudicado pelo “trabalho” da mãe e a falta de atenção da mesma com ele.

Ao longo das cinco temporadas, Weeds teve diversas participações especiais como: Snoop Dogg, Zooey Deschanel, Mary-Kate Olsen e Alanis Morissette. As duas últimas tiveram grande participação na história, apareceram em oito episódios cada.

Com apenas 30 minutos de duração cada, os 11 episódios da primeira temporada foram ao ar em 2005, o que rendeu a maior audiência do canal Showtime. Este status continuou ao longo de todas as temporadas, mas o público caiu consideralvemente, tendo em média 1.5 milhões de telespectadores por temporada. As três primeiras foram infinitamente melhores que as que as seguiram, não deixando de ser boa, apenas caindo de rendimento. Os finais de temporada são sempre impressionantes e históricos!

Rendendo bons frutos com a crítica, Weeds ganhou um Globo de Ouro, foi indicada a nove Emmys e a outros 56 prêmios ganhando diversos. Mary-Louise Parker tem interpretação magnífica e junto com Elizabeth Perkins conduzem todas as cenas com brilhantismo. O elenco é variado e formado por personagens peculiares e característicos, tornando a série diversificada e atual.

Apesar de ter caído de redimento no quarto ano, a série está de volta em sua sexta temporada (agosto 2010) com gás total, prometendo grandes histórias e muitas doses de risada. A série possui trama inteligente e engraçada, um humor negro afiado, elenco brilhante e uma estante de prêmios, Weeds é série obrigatória pra quem gosta de pensar, refletir e dar muita risada. Só um aviso, Weeds tende a ser extremamente viciante!

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